Vinil, fibra ou azulejo? Veja as vantagens de cada tipo de piscina

Confira dicas para saber qual modelo é o ideal para a sua casa

Ter uma piscina é o sonho de muitos que compram um lote em um condomínio ou um terreno para construir sua casa de campo ou de praia. Na hora de tornar real esse projeto, surgem dúvidas sobre qual é o melhor tipo de piscina, já que existem diferentes modelos.

 A escolha deve ser feita de acordo com a longevidade que você espera que a piscina tenha, afirma José Analha Todescato Sobrinho, proprietário de uma construtora de casas de veraneio e do espaço de eventos “Rancho Amor Infinito”, ambos na cidade de Lins, no interior de São Paulo.

Para ele, é importante que uma piscina de azulejo para eventos, como a que ele projetou em seu rancho, tenha rampa de acesso para cadeirante, barras de apoio e possua piso antiderrapante de ótima qualidade para idosos e pessoas com mobilidade reduzida.

José Analha já construiu quatro piscinas e lista as vantagens de cada tipo. Leia abaixo:

Piscina de Vinil:

Custo baixo, é bonita e é a que mais se vende atualmente. As desvantagens são que ela é mais frágil e tem um tempo de vida útil curto. “Se alguém pisa em uma tampinha de garrafa dentro da piscina, por exemplo, ela corta o vinil e vai ter vazamento. Isso gera um custo de manutenção pra tirar toda a água”, explica.

Em média, com a exposição do sol do interior e os produtos para tratamento da água, a piscina dura entre nove e dez anos. Uma piscina de 6m x 3m custa cerca de R$ 9 mil, só o vinil. “Se a cada dez anos você tem um custo deste, acho que fica caro ao longo do tempo”, afirma.

Piscina de Fibra:

Ela é toda de fibra de vidro, como se fosse uma caixa d´água grande. Este modelo é melhor que a de vinil, mas é difícil transportar devido ao tamanho.

Esse material também pode deformar quando esvaziado. Outro ponto negativo, segundo o construtor, é que a borda é muito lisa e se torna escorregadia. Com a exposição do sol e com os produtos para tratar a água, ela também pode ressecar. O tempo de vida útil dela é de cerca de 15 anos.

Piscina de azulejo:

Ela é 35% mais cara que a de vinil, porém é a mais recomendada em termos de durabilidade. A grande vantagem é que pode retirar a água, escovar e tratar a piscina, sem afetar a longevidade.

Analha orienta que se coloque pedra no chão ao redor da piscina, não piso, mesmo se for antiderrapante. “Quando você sai da piscina, o pé está úmido e a pedra, por característica, chupa a água. Você dá três passos e seu pé está seco. Pisos modernos impermeabilizantes não têm este poder de sucção”.

A pedra deve ser colocada pelo menos 1,5 m ao redor da piscina. O material pode ser goiana ou mineira, exemplifica o construtor.

Casa de máquina externaa evita umidade, ácaro e tem fácil acesso (Foto: Vanessa Teodoro)

O construtor recomenda que a casa da máquina da piscina seja externa, não subterrânea como comumente é feita. Este modelo ainda não é muito popular e na cidade onde mora ele foi o pioneiro a adotar a ideia. Analha explica que a casa de máquinas subterrânea acumula ácaro e umidade, o que atrai barata e escorpião. O acesso é difícil e enche de água quando chove.

A casa de máquina externa tem uma estrutura semelhante a uma cabine de gás. Analha diz que ela é mais fácil de limpar e, como pode ser instalada uma tabela com as cores dos registros na parede, também é mais simples controlá-los.

Válvula de retenção da casa de máquinas externas do Rancho Anor Infinito (Foto: Vanessa Teodoro)

A única diferença na estrutura é uma válvula de retenção, que faz com que o cano esteja sempre cheio de água. “Toda vez que a bomba entrar, o cano está cheio de água, a bomba não pega ar e a ventuia não trabalha seca. Quando ela trabalhar seca, a bomba estraga”, explica.

Há como programar a quantidade de cloro que a piscina recebe semanalmente, com um timer no motor. Isso é válido porque existem pessoas que não vão frequentemente às casas de veraneio, mas com esse recurso podem manter a piscina bem tratada.

Fonte: ZapImoveis