Vestindo a casa para o frio

Confira dicas para adequar ambientes às baixas temperaturas.

O ar frio das manhãs de outono avisa: é hora de começar os preparativos para enfrentar as quedas de temperatura que vêm por aí. Além de tirar cobertores e casacos dos armários, dá tempo de adaptar a casa para o inverno sem fazer grandes reformas. Há muitas opções para deixar os ambientes mais quentes e aconchegantes.

A contadora Rosana Assumpção Bega já colocou mãos à obra. Ela decidiu colocar papel de parede adequado e trocar o antigo sistema de aquecimento por aparelhos de ar condicionado na residência onde mora há 10 anos, no condomínio Alphaville Pinhais.

As maiores preocupações para prevenir a entrada do frio foram planejadas na construção do imóvel. Paredes duplas nas áreas com menor insolação, janelas amplas para o interior da casa receber bastante luz do sol e piso de madeira foram as principais escolhas. “Agora estamos colocando novo papel de parede e trocando o aquecimento, por questão de economia e praticidade”, diz Rosana.

O aparelho de ar condicionado quente e frio é coringa para todas as épocas do ano. Além dos modelos para embutir na parede, há climatizadores de chão que também aquecem ou resfriam.

Igor Kaufeld, proprietário da Tech House, loja especializada em climatização e automação, explica que pessoas alérgicas se beneficiam com a instalação de ar condicionado. “Há sistemas que fazem filtragem, eliminando impurezas do ar. O aparelho também retira a umidade do ambiente”, afirma.

Valores

Os preços variam de acordo com o modelo, a potência e a necessidade de instalação. Um ar condicionado ecologicamente correto, para ambiente de 14 m², custa em média R$ 2 mil, sem a instalação. Ele tem um compressor que evita picos de energia do motor, reduzindo o consumo de energia em até 40%, e utiliza gás ecológico, que não afeta a camada de ozônio. Já um aparelho comum pode custar R$ 900, sem instalação.

Cada vez mais utilizada em apartamentos, a lareira a álcool tem modelos compactos e não requer instalações prévias como dutos ou chaminés.

Uma unidade que aquece 20 m² custa cerca de R$ 1,5 mil. A marca Artfire oferece modelos de várias dimensões e design caprichado. O fabricante assegura que a emissão, sem fumaça nem cheiro, é de baixíssima toxicidade – equivalente a duas velas acesas. A câmara de combustão à base de álcool oferece segurança no uso e manuseio do equipamento.

Pequenas reformas

Se há disposição para fazer adequações na casa, a designer de interiores Monica Becker recomenda a substituição do piso. “O vinílico tem muitas vantagens. Além de isolante térmico e acústico, ele é anti-impacto e pode ser instalado por cima do piso antigo”, explica. O piso vinílico tem fácil limpeza e manutenção e é oferecido em várias cores e padrões, inclusive imitando madeira.

Divulgação / Diferentes camadas de luz, com luminárias fixas e móveis, traz sensação de aconchego

Decoração

Escolha correta de cores, tecidos e iluminação aquece ambientes

A decoração também se adapta às mudanças do clima. Pequenos detalhes podem fazer muita diferença: na casa da contadora Rosana Bega, cortinas de tecido, tapetes mais pesados e mantas espalhadas pelos cômodos dão o tom da estação. “Na sala, coloquei caixas estilizadas para esconder as mantinhas que usamos à noite”, diz Rosana. A dica é misturar cores e usar tecidos mais pesados em almofadas e tapetes. Quanto mais espessa, a tapeçaria deixa o ambiente mais quentinho.

A cortina dos quartos merece atenção: as de tecido garantem maior isolamento térmico. Há modernos tecidos “blackout” para cortina, que vedam a entrada da luz externa.

A iluminação também pode destacar cores e aumentar a sensação de calor. “A ideia é criar camadas de luz no ambiente. As alógenas, amareladas, são mais agradáveis porque se assemelham à luz do sol”, explica a arquiteta Estela Netto. Luminárias móveis, que podem ser transferidas para outros ambientes, são uma boa ideia. “É bom revestir a cúpula com tecido”, recomenda a arquiteta.

A queda de temperatura pode ser uma boa desculpa para mudar as cores das paredes, pois alguns tons transmitem maior sensação de conforto. “Junto às cores aconchegantes, pode-se inovar, acrescentando toques de tons mais brilhantes”, opina Benito Berretta, diretor de marketing da Tintas Coral. (LC)

Fonte: Gazeta do Povo