Transporte seguro

Transporte seguro

Essencial para a locomoção nos edifícios, os elevadores operam de maneira contínua e são compostos por complexos sistemas mecânicos, elétricos e eletrônicos, que pedem conhecimentos especializados para reparos e conservação, necessitando assim de uma agenda de vistorias mínimas. E, apesar de seguros, síndicos e gestores devem estar sempre atentos às condições dos equipamentos.

Fabricante do produto, a recomendação da empresa Elevadores Otis é a de que a manutenção em elevadores deve ser realizada mensalmente por empresa especializada, com a supervisão de um engenheiro responsável.

Os especialistas relatam que a maior incidência de conserto está concentrada no sistema de portas – item mais vulnerável à má utilização dos usuários – chegando a 60% dos chamados realizados pelos clientes. Além deste aspecto, a empresa destaca que os elevadores que possuem portas batentes possuem sistema de amortecimento hidráulico, que sofre com a oscilação de temperatura, fazendo com que as portas batam mais fortemente ou não fechem completamente. E ainda, há problemas gerados pela falta de energia elétrica.

Para evitar problemas, os técnicos da empresa recomendam algumas regras de segurança fundamentais que devem ser seguidas para preservar a segurança dos usuários. A atenção deve ser redobrada com as crianças: elas não devem andar sozinhas em elevadores, especialmente, os menores de dez anos.

Os adultos devem orientá-las para permanecerem afastadas da porta quando estiverem dentro da cabina. Brincar, pular, balançar, forçar a abertura da porta ou segurá-la com objetos e apertar botões desnecessariamente são algumas das ações que devem ser evitadas. Há o risco de causar problemas no funcionamento do equipamento, além de aumentar a possibilidade de pane.

Cabos

Flávio Bovo é síndico do edifício João Dallegrave, em Curitiba (PR) e faz a manutenção dos equipamentos mensalmente, pois segundo ele a cada trinta dias de uso, normalmente os elevadores costumam formar um “degrau”, isto é, desregulam-se, devido ao peso transportado, seja de pessoas ou objetos pesados, podendo ocasionar tropeços e acidentes desagradáveis.

O síndico também destaca uma atenção especial aos cabos de aço que sustentam os elevadores, que segundo ele têm prazo para troca. “Cabos de aço se rompem ou estragam como qualquer outra peça. Por isso estamos fazendo manutenção preventiva. O edifício tem mais de 30 anos, já trocamos os cabos de aço de dois elevadores e agora estamos trocando os cabos do terceiro elevador, são 400 metros de cabos. Mas, a tranquilidade de locomoção é essencial”, destaca.

Conservação

IMG_0302Síndico do Residencial Regent’s Park, em Florianópolis, Robson Porto (foto ao lado) também é prevenido em relação ao equipamento. Com duas torres de 12 andares e 49 apartamentos em cada piso, o condomínio de Robson possui quatro elevadores, dois em cada torre e, desde a entrega das chaves, há 14 anos, conta com a mesma empresa para cuidar do equipamento.

“O contrato firmado com a empresa prevê uma manutenção preventiva mensal e um atendimento emergencial de 24 horas por dia, que gera um investimento mensal de R$ 1.025 reais para o condomínio. As substituições de peças são feitas sempre que necessário e mediante as orientações dos técnicos da mantenedora”, relata Robson. Segundo ele, devido aos cuidados nunca tiveram problemas sérios. “Estamos falando da segurança dos moradores e por isso este item deve ter prioridade”, destaca.

O síndico lembra que se deve levar em conta também uma correta utilização dos equipamentos por parte dos usuários, com base nas orientações do fabricante e nas orientações da administração do condomínio. Além disso, na opinião de Robson, outro fator importante é com relação à modernização e conservação dos equipamentos. “Cabines, ventilação, iluminação, sinalização e portas de acesso precisam estar adequadas e não podemos nos esquecer da infraestrutura básica das instalações, como por exemplo, fosso e casa de máquinas”, diz.

Dicas de segurança:

* Antes de entrar e sair do elevador observe se a cabine está totalmente parada e nivelada no andar. Aguarde a abertura total da porta para entrar ou sair da cabine;
* Não tente apressar a abertura das portas com as mãos. Não adiante a abertura ou atrase o fechamento normal das portas;
* Não segure a porta do elevador. Isto prejudica o tráfego dos usuários no edifício;
* Se ocorrer pane ou falta de energia e o elevador parar, permaneça dentro da cabine;
* Com o elevador parado, nunca tente sair sozinho. Aguarde um técnico ou socorro especializado;
* Não ultrapasse o limite de carga indicado na placa de capacidade no interior da cabine.

Fonte: CondomínioSC