Taxa de condomínio: economizar ajuda a evitar inadimplência

Taxa de condomínio: economizar ajuda a evitar inadimplência

Bastam algumas idas e vindas por boa parte das regiões de Balneário Camboriú e Itajaí, no litoral norte catarinense, para perceber como prolifera o número de edifícios e condomínios. Esse cenário de crescimento vertical faz com que um número cada vez maior de pessoas encare o desafio de incluir uma despesa adicional no orçamento: a taxa de condomínio. E em meio às contas, mais do que apenas organizá-las para não ficar em débito com os compromissos, é necessário manter olhos atentos para a gestão dos gastos do edifício. Tudo para evitar a temida inadimplência condominial.

pag13__No centro de Balneário Camboriú, na esquina da Rua 2.200 com a Avenida Brasil, localiza-se o edifício Alba. Um prédio de cinco andares, no qual moram e trabalham – nas salas térreas – 30 pessoas, atualmente.

Não é por ser um condomínio pequeno que o edifício Alba já não viveu problemas de desperdício e, por consequência, de aumento na taxa de condomínio. Síndica do Alba há mais de uma década, Valma Maria de Melo, 48 anos, conta que isso já foi mais comum no edifício que ela administra. “Há alguns anos, percebíamos que os condôminos desperdiçavam água e deixavam luzes ligadas sem necessidade, além de que tínhamos mais funcionários terceirizados.

Enfim, de uns tempos pra cá a taxa diminuiu bastante porque cortamos esses gastos extras”, revela Valma. Ela diz ainda que para alcançar a diminuição nas tarifas, o principal método usado foi o da argumentação, que, aliado ao bom senso dos condôminos, permitiu que a taxa de condomínio estacionasse atualmente na casa dos R$ 109,00, valor baixíssimo para os padrões de Balneário Camboriú, onde não raro a taxa condominial pode ser mais cara que o valor de um aluguel.

Diminuir gastos

O economista Jairo Romeu Ferraciolli afirma que a taxa de condomínio possui um valor específico que varia de edifício para edifício. Ela é definida por meio da existência ou não de itens como elevador, empregados, número de unidades habitacionais, fundo de reserva, entre outros. Dessa forma, todas essas variáveis poderão interferir na composição do valor final a ser pago pelo condômino. “Independentemente do valor da taxa condominial, é bom entender que, se os condôminos fizerem a sua parte, é possível diminuir os valores gastos com as taxas em comum”, avalia Jairo.

O vendedor Adriano Bastos Bisso, 32 anos, é subsíndico do edifício Essenza, no bairro Nova Esperança, em Balneário Camboriú. Ele conta que tomando algumas medidas simples é possível fazer uma boa economia nas taxas de condomínio. O administrador afirma que em seu condomínio foram instalados sensores de presença nas garagens – que muitas vezes têm pouco movimento – e nos corredores internos. “Além disso, aconselhamos os moradores a colocar redutores de vazão nos chuveiros, porque é possível tomar um banho de qualidade gastando menos”, argumenta Adriano.

A inadimplência

De acordo com o Código Civil (Lei nº 10.406/02), a multa máxima por atraso de pagamento da taxa condominial é de 2% ao mês, caso os juros estejam explícitos na convenção do condomínio, ou de 1% ao mês, caso a convenção seja omissa nesse quesito.

Fonte: CondomínioSC