Saiba cuidados para adquirir imóveis retomados pelos bancos

É necessário bastante cautela para comprar unidades retomadas

imóvel leilão

Imóveis retomados pelos bancos podem interessar a quem tem planos de comprar a casa própria com orçamento mais enxuto. Essas propriedades vão à leilão com preços reduzidos quando o mutuário que financiava a moradia se torna inadimplente. Após o término da negociação entre o banco e o cliente, a instituição financeira pode recuperar o valor não pago pelo devedor por meio dos leilões, da concorrência pública ou da venda direta.

Nas duas primeiras opções, a unidade é vendida para quem fizer a melhor oferta em leilão ou em envelope fechado, segundo critérios da instituição. No Banco do Brasil e no Bradesco, a relação de imóveis em leilão fica disponível no site, junto dos contatos e endereço do leiloeiro. Já no Itaú, os pregões são feitos online no portal www.itau.com.br/leiloes-imoveis.

A modalidade de venda direta só ocorre quando a propriedade não recebe propostas nos leilões e na fase de concorrência pública. Então, é arrematada pelo valor da primeira oferta, desde que seja igual ou superior ao preço mínimo fixado no edital.

Até o mês de agosto deste ano, a Caixa Econômica Federal já comercializou 444 propriedades nesses termos, só no Estado do Rio. Na região, ainda há muitas disponíveis, mas só 22 estão desocupadas.

É preciso ter cuidado

O leilão e a concorrência pública de imóveis exigem atenção na avaliação da oferta. A primeira preocupação é constatar se o imóvel avaliado está ocupado ou não. De acordo com o advogado especialista Sérgio Sender, é obrigatório que a informação esteja no edital juntamente com as demais condições de aquisição.

Ainda assim, é recomendável que o futuro proprietário vá até o local e verifique se o ambiente é habitável e se ainda há alguém ocupando. Caso tenha, é preciso estar preparado para eventuais dores de cabeça com discussões na Justiça, alerta o advogado Kléber Zanchim. “Além do montante separado para a compra do imóvel, é necessário fazer reserva para os gastos com eventual representação jurídica”, afirma.

Fonte: O Dia