Reformas: muita calma nessa hora

Obras em apartamento exigem providências para que a segurança seja garantida e não haja atritos com outros moradores

Nem todo mundo leva em conta, mas o síndico possui um papel fundamental no momento da reforma em uma das unidades do condomínio.

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“Cabe a ele orientar os moradores sobre o regulamento interno do prédio, explicar em quais horários o barulho causado pelo ‘quebra-quebra’ é permitido, de que forma o entulho precisa ser ensacado e transportado, assim como indicar o local onde pode ser colocado”, explica Fábio Kurbhi, vice-presidente da Aabic (Associação das Administradoras de Bens Imóveis e Condomínios de São Paulo) e diretor de condomínios.

Segurança em 1º lugar

Um item importantíssimo a ser levado em conta quando há uma obra em unidade do condomínio é a segurança, e este aspecto passou a ser foco de atenção da mídia após casos recentes de desmoronamento em cidades brasileiras: foram três edifícios no início de 2012 no Rio de Janeiro e um prédio em São Paulo, neste último mês de agosto, todos causados por obras irregulares.

“Quando ocorrem pequenos acertos como pintura, troca de revestimentos cerâmicos ou tacos não é necessário contar com uma capacitação profissional técnica que se responsabilize pela obra. Agora, na hora de uma reforma que requer a derrubada de uma parede, por exemplo, se faz necessário um projeto e o laudo assinados por um profissional capacitado, além do recolhimento do ART (Auto de Responsabilidade Técnica) obtido junto ao Crea (Conselho Regional de Engenharia e Agronomia). Todos esses documentos devem ser entregues ao síndico para que ele dê a devida autorização para a reforma”, explica Fábio.

É importante, portanto, que o síndico esteja a par da reforma que está sendo executada e que confirme a existência desta documentação.

Acompanhamento é ideal

O engenheiro civil Flavio Figueiredo, especialista em perícias e avaliações de imóveis e vice-presidente do Ibape/SP (Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo), recomenda que qualquer tipo de reforma tenha o acompanhamento de um engenheiro ou arquiteto para que se saiba o que pode e o que não pode ser feito do ponto de vista técnico.

“É necessário também comunicar a prefeitura sobre o tipo de reforma que será feita para definir como se enquadra a obra na legislação. Quando o imóvel está sujeito à necessidade de um alvará contra incêndio é de responsabilidade do síndico acionar o Corpo de Bombeiros”, informa o engenheiro.

Fique atento

  • O síndico deve consultar o regulamento interno do condomínio antes do início de uma reforma, desta forma saberá o que é permitido ou não em termos de horários, barulhos etc.
  • É preciso redobrar a atenção na hora da entrada e da saída dos operários contratados para a obra e, para isso, vale comunicar aos funcionários os nomes de quem estará trabalhando na reforma durante o período
  • O cheiro de tinta e a poeira causada por reformas podem incomodar os moradores dos apartamentos vizinhos. É preciso estar atento a horários e contar com o bom senso de todos
  • Obras que envolvam reformas estruturais precisam da presença de um especialista além da perícia dos bombeiros

Fonte: iCondominial