Redução nas tarifas de energia elétrica vai beneficiar condomínios

Redução nas tarifas de energia elétrica vai beneficiar condomínios

Os elevadores e as áreas comuns do condomínio. O interfone e o portão da garagem. Esses espaços, por onde os moradores e funcionários de um condomínio circulam, somam um gasto de energia elétrica que será diminuído sensivelmente a partir de uma decisão do governo federal. A redução das tarifas de energia elétrica, anunciada pela presidente Dilma Rousseff, vai beneficiar consumidores comerciais, residenciais e também os condomínios brasileiros, que experimentam desde março uma redução nas contas de luz. O governo federal prevê a redução média nacional de 20,2% no valor da tarifa de energia.

Assim foi o último mês de fevereiro no Edifício José Phillips (foto acima), localizado na Rua Uruguai, no Centro de Itajaí, há poucos metros da Universidade do Vale do Itajaí (Univali). O prédio de 11 andares tem 50 apartamentos, onde moram entre 105 e 110 pessoas.

Alcides Bersi (foto ao lado), 67 anos, mora há 30 no José Phillips. Por lá, ele já foi síndico em oito oportunidades. Hoje, desempenha o papel de subsíndico e participa efetivamente na administração e no dia a dia do condomínio.

Alcides afirma que a última conta de luz do edifício, datada de fevereiro, apresentou um valor menor do que costumeiramente. Isso, entretanto, é creditado pelo subsíndico ao fato de que na temporada de verão o prédio dá uma “esvaziada”, segundo suas próprias palavras, já que muitos moradores do José Phillips são estudantes da universidade vizinha, o que faz com que alguns sejam moradores sazonais.

“Geralmente, no verão, muitos estudantes voltam para suas cidades. Então é normal diminuir a conta de luz nessa época, mas a queda não chegou a 20%, que é o que esperamos para os próximos meses, a partir da fatura de março”, aponta Alcides.

A conta de luz do edifício José Phillips costuma ficar entre R$ 1.200 e R$ 1.400. São dois elevadores, dois motores que puxam água, o interfone, a garagem e os corredores e sua iluminação. A expectativa é de que a conta comece a girar entre R$ 800 e R$ 1.000. “Os motores do elevador são os que mais consomem energia no condomínio, ainda mais que aqui no prédio eles já são antigos”, afirma.

Alcides lembra que o José Phillips foi inaugurado em 1982, portanto, já são mais de 30 anos da construção. “Acreditamos que a queda nas tarifas de energia será importante para os condomínios em geral, já que aqui, por exemplo, estamos fazendo uma reforma de R$ 40 mil. Então, o que vier de desconto será muito bem vindo”, comemora.

Taxa

Vendedor e estudante de administração, Cauê Santini, 32 anos, possui apartamento no edifício e conta que o condomínio já vinha buscando economizar energia elétrica, pois há alguns anos o prédio adota lâmpadas econômicas nas áreas comuns aos condôminos. Dessa forma, ele espera que a taxa condominial também diminua, no entanto, a redução da tarifa de energia elétrica nos condomínios não deve refletir diretamente na taxa condominial, acredita Alcides Bersi. “O condomínio tem outros gastos maiores que as contas de energia elétrica. Por enquanto, não existe nada no sentido de diminuir a taxa do condomínio”, destaca.

O economista Jairo Romeu Ferraciolli, professor de economia na Univali, em Itajaí, observa que se for respeitado mesmo o percentual de quase 20% de desconto nas tarifas de energia elétrica, os condomínios experimentarão uma diminuição real nas contas de luz, uma vez que os encargos tributários das tarifas sempre elevaram os preços na conta final. “Para quem mora em condomínios e residenciais onde as contas de luz interferem no preço final da própria taxa, a diminuição será muito benéfica principalmente para o condomínio, que terá um alívio em suas finanças. Mas para o morador a taxa de condomínio não deve diminuir, isso o consumidor conseguirá no próprio apartamento”, avalia o economista Jairo.

Fonte: CondomínioSC