Quando o porteiro não existe

Portarias sem esse profissional são raridades no Brasil. Mas em tais casos há artifícios que podem garantir a segurança

Prédios sem portaria e a presença do porteiro são muito comuns fora do Brasil. Por aqui, entretanto, a cultura é ter porteiro, aquela pessoa que ajuda, entre outras coisas, na administração da entrada e saída tanto de moradores quanto de visitantes.

Em alguns condomínios, porém, principalmente nos mais antigos, não há a presença do profissional, e aí é válido investir um pouco mais para diminuir os riscos.

Equipamentos eletrônicos – Em torno de R$ 15.000,00 é o que o prédio vai precisar desembolsar para colocar travamento adequado nos portões. Isso leva em conta a fechadura eletromagnética, que mesmo sendo um pouco mais cara do que as mais tradicionais do mercado é mais simples e aumenta a segurança, pois fecha mais rápido; um sistema de identificação dos moradores, como biometria ou cartão de proximidade; além de interfones e câmera para comunicação e liberação da entrada dos visitantes.

De acordo com o especialista de segurança em condomínios, José Elias de Godoy, investir nos equipamentos é importante. “Quando não há porteiro é preciso substituir por algo para controlar a entrada nas dependências do prédio.”

Novos modelos – Nos condomínios mais antigos é comum que os portões fiquem abertos. Entretanto, com a onda de violência, principalmente nos grandes centros urbanos, os moradores ficam assustados.

Por outro lado, muitos prédios não conseguem administrar a folha de pagamento para contratar, pelo menos, dois porteiros. “As despesas com mão de obra consomem entre 60% e 70% dos custos de um condomínio”, adverte Godoy.

Diante deste cenário o mercado passou a oferecer a chamada “portaria à distância”, presente há alguns anos em cidades do Sudeste e do Nordeste em sua maioria.

Mais econômica do que contratar profissionais, este sistema reduz os custos em 50%. O condomínio desembolsa cerca de R$ 5 mil mensais e uma equipe controla e monitora 24 horas por dia o local.

“Abre e fecha o portão, atende interfone e libera morador e visitante”, explica Odília de Oliveira, da Portaria Virtual, empresa pioneira no ramo.

O condomínio, porém, não pode ter muitas unidades para que o trabalho seja eficaz. O monitor, como é chamado o profissional que fica na central, cuida de até oito prédios simultaneamente e não conhece o local, nem os moradores.

Para implantar o sistema, o prédio demonstra interesse, há vistoria técnica para avaliação do local e depois a proposta é apresentada em assembleia. Não há taxa inicial e a empresa instala os equipamentos (câmeras e interfone) em sistema de comodato. Segundo o especialista José Elias de Godoy, o modelo é uma tendência no Brasil.

Sem portaria, e agora?

  • Se o condomínio não tem portaria é preciso investir em equipamentos de segurança básicos, como câmeras, interfones e sistemas de identificação de moradores
  • Para reduzir os custos, a portaria virtual surge como alternativa e tendência
  • Da central, os monitores controlam entradas e saídas e atendem os visitantes à distância

Fonte: iCondominial