Quando a central de gás é obrigatória

Código de segurança determina a instalação do local em prédios e residências a partir de três pavimentos, além de restaurantes e escolas.
Gustavo Carneiro

A instalação de centrais de Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) tornou-se obrigatória para algumas edificações e segue o que está previsto na Norma de Procedimento Técnico (NPT) 028, em vigor desde janeiro do ano passado. A normativa segue critérios presentes no Código de Segurança Contra Incêndio e Pânico (Coscip), do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar.
Segundo o capitão Roberto Geraldo Coelho, do 3º Grupamento de Bombeiros de Londrina, a norma é dirigida a edificações de risco leve, como sobrados ou prédios residenciais a partir de três pavimentos ou com área superior a 1,5 mil metros quadrados, e ambientes que utilizem gás com frequência de gás, como restaurantes. A obrigatoriedade da central de gás se estende também a edificações com público transitório como Hospitais e escolas. O capitão lembra que a norma é antiga, mas foi reorganizada recentemente.De acordo com ele, a unidade que armazenará o gás precisa de ventilação natural e não pode ser instalada em locais confinados como garagens e porões. ”Tudo isso está previsto na NPT e deve ser seguido a risca no momento de elaboração do projeto”, informa o capitão. ”O local também deve ser o mais isolado possível do fluxo de pessoas e veículos”, acrescenta.

Na instalação de uma central de gás, destaca o capitão, deve ser observado ainda o isolamento de risco para o local, com afastamento mínimo de 15 metros em relação a edificação. A central pode ser instalada em corredor que seja a única rota de fuga da edificação, desde que atenda aos afastamentos previstos em uma tabela específica, acrescidos de 1,5 m para passagem. Por isso ele orienta aos síndicos ou responsáveis por condomínios que ainda não possuem uma central a procurem um profissional credenciado pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) para realizar o projeto. ”A maioria dos prédios tem a central projetada na construção. Alguns prédios antigos que ainda não possuem são orientados a fazer”, explica.

Segundo o capitão pessoas não habilitadas não devem fazer o manuseio ou manutenção da central. Em caso de vazamento ou princípio de incêndio ele aconselha os moradores a acionarem o Corpo de Bombeiros e, em seguida, a empresa responsável pelos cuidados do equipamento. ”A central é muito mais segura do que manter botijões dentro de apartamentos. O risco de incêndio é menor, mas só pessoas qualificadas devem cuidar do local”, orienta.

Capitão Coelho alerta que, o setor de fiscalização realiza vistorias anuais nos edifícios e nos locais onde constata-se a ausência desta centrais, será indicado que o responsável providencie a instalação. O prazo mínimo para a adequação é de 1 ano e o projeto deve ser apresentado para os bombeiros. ”Caso ele (síndico ou responsável) se comprometa em instalar em um ano, uma nova vistoria será feita após este período e se nada tiver sido feito ele poderá ser multado, além de sofrer outras punições ligadas aos órgãos municipais”, afirma.

Coelho esclarece que o valor da multa corresponde a 10% do custo estimado pelo projeto de instalação de uma central de GLP.

Fonte: Folha Web