Prevenção é o melhor remédio

Prevenção é o melhor remédio

Prevenir é melhor que remediar. Essa máxima popular, sempre atual, vale para uma infinidade de situações. Até porque, a precaução, a qualquer tempo, ajuda a evitar dor de cabeça, danos e gastos extras, principalmente quando se trata de condomínios. De acordo com especialistas, a primeira tática é prevenir e a segunda é reprimir.

Da manutenção à segurança, o planejamento é essencial. Mas será de pouca valia se não houver acompanhamento das ações, para que sejam efetivas e alcancem o resultado esperado. No caso da segurança, um bom sistema é integrado por equipamentos, pessoas e, principalmente, procedimentos. Não adianta utilizar a mais avançada das tecnologias se as ações forem impróprias. E isso pode ser comprovado por diversos assaltos ocorridos em condomínios que tinham todo um aparato, com aparelhos de altíssima qualidade, de primeira linha, mas não possuíam procedimentos.

É importante que os condomínios possuam um conjunto de normas de segurança, preferencialmente discutidas e aprovadas em assembleia, e que cobrem o seu efetivo cumprimento por parte de funcionários e moradores.

Aliás, os condôminos são peças-chave e têm de estar bastante alinhados com o sistema de segurança do prédio, para saber de que maneira agir, como orientar e como cobrar os funcionários – além de darem o exemplo, é claro.

Ainda, no que se refere a pessoas, treinamento é primordial, pois proporciona conhecimento, aperfeiçoamento e valoriza o profissional, que se sente gratificado em colocar em prática o que aprendeu e em compartilhar os ensinamentos.

Quanto aos equipamentos, cada condomínio deve adotar aqueles que sejam mais adequados, sempre com base em um plano de segurança elaborado de acordo com suas características, necessidades e condições financeiras. Para o dimensionamento adequado, a ajuda de uma consultoria especializada é imprescindível.

Fato é que a segurança nunca será atingida em sua totalidade se não estiver alicerçada no tripé: equipamentos adequados, funcionários treinados e condôminos conscientes. Todos têm de funcionar em perfeita harmonia. Não adianta contar com equipamentos de última geração, funcionários bem treinados e condôminos que não cumpram regras, por exemplo.

Até aqui, a abordagem se restringiu à prevenção, aspecto indispensável. No caso de ter de remediar, os prejuízos não se restringem aos bens materiais, mas envolvem também danos psicológicos e experiências traumáticas. Colocar grades, câmeras, códigos de acesso, entre outros, e adotar uma série de medidas, são alternativas que contribuem para reforçar a segurança externa. Internamente, porém, nenhum desses recursos resolve.

As consequências psicológicas são maiores, porque, geralmente, funcionários e moradores estão sujeitos a ameaças e agressões. Aliás, não só quem vive em condomínios, mas todos nós estamos expostos ao perigo, a qualquer instante. A questão é saber como lidar com essas ameaças e encontrar soluções para os conflitos internos.

O porteiro, por exemplo, pode ser um ótimo profissional, zeloso, responsável e ter função de cuidar da segurança dos moradores. Mas o que está em jogo é seu emprego, e não seus bens. Ele precisa retomar as atividades, mesmo sob risco. Porém, não sofre a perda patrimonial nem aquela ligada aos valores emocionais, como é o caso dos moradores.

Seja qual for o caso, no entanto, fica claro que os prejuízos são incontáveis, o que só reforça a necessidade de colaborar para que o sistema de segurança funcione de maneira eficaz. E como sempre alertamos em nossos artigos, a conscientização é fundamental.

 

Fonte: CondomínioSC