Prevenção a incêndios

Mesmo presente na maioria das edificações, o sprinkler é um nome pouco conhecido do grande público. O principal problema, no entanto, ainda não é esse. Mesmo tratando-se de algo fundamental na contenção de um princípio de incêndio, o equipamento poucas vezes está bem instalado em prédios comerciais ou recebe a manutenção necessária. Estes dois fatores, quase sempre, são os responsáveis pela inexistência de um fator fundamental para se evitar que o fogo se alastre.

Os sistemas de sprinklers automáticos, instalados de acordo com a NFPA 13 (Instalação de Sistemas de Sprinklers), devem cumprir as funções de proteção à propriedade e segurança humana.

Para que possa alcançar essas duas metas, o equipamento deve estar em todos os espaços de um edifício, contudo ele pode não ser requerido em alguns locais: onde a geometria da edificação torna sua instalação pouco prática, e que não possuem potencial de ignição ou desenvolvimento de incêndio não muito grande.

É fato que todos querem poupar dinheiro, inclusive, construtores e proprietários de empresas, e uma forma de fazê-lo é omitir os sprinklers nas áreas onde os códigos autorizam sua exclusão. Para isso, porém, é fundamental sabermos exatamente quais são essas áreas.

Apesar dessas indicações, o que ocorre na prática é que muitas vezes o sprinkler está mal projetado ou instalado, em alguns casos, nem está conectado ao sistema hidráulico e, quando está, não recebe os cuidados necessários.

Ou seja, geralmente, ele só existe para atender às exigências dos órgãos responsáveis e permitir que o local tenha autorização para funcionar. Por isso, contratar um especialista em sistemas de proteção contra incêndio na fase de elaboração do projeto é fundamental para evitar catástrofes já conhecidas no Brasil, bem como para a manutenção após a instalação ser concluída.

A tecnologia dos sistemas de proteção contra incêndio, dos quais o sprinkler faz parte, é uma das que mais têm evoluído dentro da área de segurança, devido à sua grande importância na proteção da vida humana e diminuição de perdas materiais.

Existem diversos tipos de sistemas e a aplicação de cada um depende do risco envolvido e do local a ser instalado, no entanto todos devem receber os máximos cuidados, desde o projeto até a manutenção.

Os responsáveis por um empreendimento devem ter toda atenção para definir os tipos de sistema de proteção apropriados para o ambiente a ser protegido, levando em consideração fatores técnicos como material armazenado, tempo de resposta do sistema e intertravamento com outros sistemas.

Com o desenvolvimento das tecnologias para extinção ou contenção de incêndio, os fabricantes, engenheiros e demais profissionais do setor já vêm demonstrando mais preocupação por seguir as exigências das normas internacionais, mais rígidas e abrangentes que as existentes em nosso País.

Embora existam muitos especialistas qualificados, infelizmente, ainda temos também os que encontraram esse mercado “pelo caminho”, sem ter investido em treinamento ou conhecimentos técnicos, e que seguem a instalar equipamentos de procedência duvidosa e sem qualquer rigor normativo.

Por conta disso, cabe às empresas um aviso: o barato pode sair caro, especialmente, em sistemas de detecção e alarme, que podem evitar muitas perdas materiais e, principalmente, salvar vidas.

Fonte: Folha do Condomínio