Planta do imóvel: o condomínio no papel

Ponto de partida para a construção de todo empreendimento, as plantas gráficas das edificações são documentos de extrema importância principalmente na hora de fazer manutenções ou reformas e, por isso, devem estar facilmente acessíveis aos moradores e gestores dos condomínios.

O projeto inicial é de responsabilidade das construtoras que, no caso de edifícios residenciais ou comerciais, fornecem a planta ao condomínio no momento da ocupação do imóvel, cabendo aos responsáveis manter e conservar a documentação.

plantaPlanta original

Construído há 20 anos, o condomínio Residencial Talismã, no bairro Itacorubi, em Florianópolis, possui as plantas da estrutura conservadas em arquivo. Segundo o síndico Gilmar Rocha, os documentos já estão um pouco envelhecidos, mas em plenas condições de uso. “Já utilizamos em diversas ocasiões, inclusive para auxiliar moradores que não possuíam mais a planta original de seus apartamentos”, relata o síndico.

Gilmar conta também que recentemente precisou consultar a planta hidráulica para contratar um serviço de manutenção na rede de esgoto. “Nosso condomínio está abaixo do nível da rua e para fazer os orçamentos as empresas consultaram a planta, para localizar as fossas, tubulações etc.”, relatou o síndico.

Projeto

De acordo com o engenheiro civil e professor Aécio de Miranda Breitbach, hoje os projetos são documentos gráficos gerados por meio digital e tais arquivos podem ser facilmente arquivados e manipulados. Mas, nem sempre foi assim. Até a década de 70 só existiam projetos desenhados em papel vegetal, dos quais se faziam cópias heliográficas que com o passar do tempo estragavam e muita coisa acabava se perdendo. Nesse caso, o engenheiro esclarece que a Prefeitura mantém em arquivo uma cópia do projeto arquitetônico aprovado, podendo fornecer o documento para ser copiado. Porém, é necessário saber quem é o autor do projeto para se solicitar a cópia.

Para quem não possui mais a documentação onde consta a parte elétrica e a sanitária dos empreendimentos, o engenheiro explica que os órgãos competentes (Celesc, Casan e Vigilância Sanitária) recebem uma via dos projetos para análise e arquivamento, podendo esta ser consultada por um representante do condomínio ou morador, mediante requerimento. “A localização prevista em projeto da rede elétrica e da tubulação hidrossanitária pode ser alterada durante a execução da obra, para atendimento de conveniências pertinentes à construção. Dessa forma, é recomendável que as construtoras executem um registro gráfico dessas alterações elaborando um projeto de como o empreendimento foi construído”, explica o engenheiro.

Além disso, o projeto hidrossanitário, com a localização exata dos encanamentos, deve ser submetido à aprovação da Vigilância Sanitária, na Secretaria Municipal de Saúde, que também faz o arquivamento do documento. Em caso de reforma, o condômino pode consultar cópia do documento na Prefeitura ou no arquivo de projetos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano.

Fonte: CondomínioSC