Pastilhas: lindas, porém delicadas

De vários tamanhos, cores e texturas, as pastilhas estão presentes em muitas fachadas de condomínios, seja total ou parcialmente. Mas, não só por questões estéticas, mas também de segurança, é necessário estar sempre atento ao trabalho de manutenção das pastilhas, que podem ser preventivas ou corretivas.

Várias fachadas de prédios são revestidas com materiais de durabilidade inferior à dos revestimentos cerâmicos. Outras apresentam problemas como a formação de fungos, bolores, envelhecimento, trincas, fissuras e, às vezes, desprendimento do revestimento antigo, exigindo reforma imediata. Alguns passos podem auxiliar uma boa reforma, com redução do custo da manutenção futura. Há vários níveis de manutenção de pastilhas para revestimento: a preventiva e a corretiva. Somente após uma avaliação é que se saberá quais os procedimentos que serão utilizados para garantir estética e segurança do condomínio.

A manutenção preventiva é muito comum em revestimento antigo com pastilhas, mas ela garante um produto para a vida toda e deve ser feita de “tempos em tempos”, observando a limpeza, verificando o tipo de sujeira e o tipo de manutenção: quando a sujeira for de cimento, cal e areia, é recomendável utilizar uma solução de vinagre e água; se a sujeira for de gorduras e poluição, utilizar na limpeza uma solução de detergente neutro e água. Para as demais sujeiras, água e escovação leve ou jatos de água são suficientes. No caso de reposição eventual do produto, é recomendável que o condomínio envie uma amostra das pastilhas antigas à indústria fornecedora para manter o padrão estético anterior, mas se a avaliação técnica recomendar o retoque de rejuntamento e juntas, será feita uma limpeza, para, depois, refazer o rejuntamento total ou parcial, conforme consta no Manual de Revestimento de Paredes com Pastilhas de Porcelana (http://www.ngkntk.com.br/pastilhas/manual/revestimento.html).

Manutenção corretiva

A manutenção corretiva pode ser parcial ou total. Quando parcial, a correção é feita de pastilha para pastilha. Isto ocorre, em caso de desprendimento parcial, devido a aplicação incorreta, base inadequada, fissura, etc.. Assim, deve-se analisar o emboço, através de percussão, identificando locais ou áreas com som “cavo”. Neste caso deve-se substituir o emboço. Em locais com trincas, deve-se verificar se as trincas estão estáveis, com lacre de gesso em pontos estratégicos, e se identificar as origens das trincas no revestimento. No caso de trincas no emboço, ou nas bases, a base deve ser restaurada, para que, posteriormente, seja feito novo revestimento. As trincas em geral são pontos para a infiltração de água que deterioram a base.

Esfarelamento em emboço decorre de corrosão de estrutura. Portanto, nesse caso, tratar a estrutura. O reparo parcial não terá o mesmo padrão estético anterior. Portanto, sugere-se substituir uma área maior, por exemplo, com panos independentes (fachadas, sacadas, etc.) de forma a manter homogeneidade no serviço.

O corretivo total ocorre quando da substituição do antigo revestimento por motivos estéticos, grandes desplacamentos e estufamentos, infiltração da água e ocorrência de trincas generalizadas. São recomendados os seguintes cuidados no restauro: solicitar análise dos serviços a uma empresa especializada que informará até que camada será necessária a remoção do antigo acabamento; identificar juntas de dilatação, conforme a NBR 13.755 de dezembro/96 (Norma Brasileira publicada pela ABNT); verificar o emboço para identificar as condições específicas no item anterior (corretivo parcial); conferir o nível, prumo, juntas e planeza e se necessário fazer possíveis regularizações; aplicar a pastilha, observando o manual de aplicação e forma de utilização de argamassa de assentamento para uso externo; e observar cuidados na proteção dos materiais da fachada (ex: caixilhos de alumínio, vidros, etc.).

Fonte: Jornal do Síndico