Parque infantil, segurança em primeiro plano

Mesmo ocupando um grande espaço, com vários equipamentos, ou tendo apenas um simples balanço, os parques infantis fazem sensível diferença nos condomínios e atraem as crianças. Infelizmente, os administradores deixam em segundo plano a segurança

Os playgrounds e os parques infantis de condomínios são excelentes locais onde crianças desenvolvem suas habilidades físicas e sociais. Por outro lado, estes ambientes e seus equipamentos podem representar um perigo para as crianças quando não se encontram adequadamente estruturados, sendo este risco freqüentemente ignorado tanto pelas crianças como pelos pais. Todavia, observa-se que, na maioria das vezes, estes poderiam ser evitados com medidas simples de prevenção.

São comunicados anualmente, em departamentos de emergência, nos Estados Unidos da América, cerca de 200 mil acidentes com crianças, ocorridos em parque infantil. Estima-se que, a cada 2 minutos e meio ocorre um acidente neste local, cerca de 35% destes são graves e 3%, requerem hospitalização. Referem ainda, que a cada ano, aproximadamente 20 crianças morrem vítimas deste tipo de acidente, tendo como causa primária, em 75% dos casos, queda do equipamento, que foram associadas com injúrias cerebrais.

Destacam-se ainda como conseqüências relacionadas a este tipo de acidente as fraturas, lacerações, contusões, deslocamentos, amputações, esmagamentos e lesões internas. A maioria dos acidentes em parques infantis é causada por quedas. Os demais acidentes são causados por colisões, especialmente nos escorregadores e superfícies inapropriadas, ou ainda, quando estão expostas lascas afiadas ou parafusos soltos.

Escorregador

Deve possuir corrimão, sendo preciso prover no topo um espaço que permita a criança sentar com facilidade e segurança. Ser confeccionado de material que evite acúmulo excessivo de energia solar, de forma a prevenir queimaduras e que a parte deslizante seja constituída de chapa única, evitando escoriações, cortes ou ainda que a criança possa enroscar peças do vestiário, o que aconteceria no caso de mais de uma placa. No final da descida do equipamento, é necessário uma discreta elevação para amortecer a queda.

Balanço e gangorra

Os assentos para lactentes devem ser do tipo cadeira, com encosto e proteção nas laterais, com alças de correntes fortes para a criança se segurar, sendo esta protegida de plástico, para não machucarem a mão. Ao redor do grupo de balanço devem ser erguidas barreiras de segurança, ou seja, devem ser isolados por cerca, e a entrada deve ser projetada de forma a restringir a velocidade de entrada dos usuários. Devem ser utilizados exclusivamente para menores de 12 anos. As gangorras são indicadas para menores de 5 anos, devem possuir alças, que permita a criança segurar-se adequadamente. A superfície superior não deve ultrapassar o limite de um metro acima do nível do chão, e deve possuir uma cadeira no local de assento da criança, de material confortável. O mecanismo de engrenagem deve ser fechado para evitar acesso indevido das crianças, ocasionando ferimentos principalmente nos dedos. Promover um movimento contido progressivamente até chegar aos pontos extremos de movimento, de maneira que nenhuma parada, ou repentina reversão do movimento, possa ocorrer.

Gira-gira e Trepa-trepa

Deve existir uma barreira física (cerca) para evitar acesso indevido, possuir alças para a criança se segurar em todo local. Não é indicado para menores de dois anos. Deve possuir encaixe perfeito da parte giratória com o eixo do brinquedo, com um dispositivo que limite à velocidade de rotação em 5m/s a 30 rotações por minuto (rpm). Deve ter uma altura baixa, porém o suficiente para que a criança não prenda o pé no chão.

Recomenda-se o uso deste brinquedo por criança, após cinco anos de idade. A altura total deste equipamento, não importando se independe, ou vinculado à outra aparelhagem, não deve exceder 2 metros, com barras bem fixadas ao solo, e serem um equipamento aberto.

Manutenção

Em relação à manutenção sugere-se que haja três tipos de inspeções: a diária, a registrada (realizada a cada 1 a 3 meses) e a inspeção certificada que deverá ser realizada por profissional especializado (a cada 8 a 12 meses). Sendo que os defeitos observados devem ser comunicados imediatamente aos responsáveis pelo parque e se necessário o brinquedo deve ser interditado.

Fonte: Jornal do Síndico