Paisagismos levam qualidade de vida aos condôminos

Paisagismos levam qualidade de vida aos condôminos

Cultivar plantas no condomínio gera inúmeros benefícios, para além da estética. De acordo com o livro publicado pela NASA, How To Grow Fresh Air (Como Produzir Ar Fresco), as plantas filtram o ar, absorvendo toxinas, eliminando poluentes e gases tóxicos. Capazes de agir também favoravelmente no humor dos moradores, reduzindo índices de depressão. A arquiteta Glaci Refosco, em parceria com o biólogo Edson Egerland, inserem nos condomínios de Santa Catarina dois trabalhos de paisagismo, “Parede verde” e “Jardim em Conserva”, ambos confeccionados com material reciclado.

Parede verde

Consiste na fixação de uma estrutura de PVC, plástico reciclado, na parede, onde são instalados pequenos vasos de plantas que formam uma parede verde de várias espécies. De acordo com Glaci Refosco, o Condomínio Cláudia, em Florianópolis, é o primeiro da cidade a receber o projeto. “Faremos um muro inteiro com parede verde. O projeto está em fase de conclusão”, diz.

A síndica do condomínio, Áurea Maria Araldi, acredita que o residencial ficará mais bonito e alegre com a obra de paisagismo. “A arquiteta sugeriu, achamos bonito. Vai dar um aspecto mais alegre, com um pouco de verde, porque do jeito que está, só o muro, é meio triste”, diz. A síndica explica os próximos passos que antecedem a execução da reforma. “Estamos aguardando o projeto ficar pronto para fazer uma reunião com os condôminos, para discutir o rateio para a obra”.

Segundo Edson Egerland, as espécies de plantas são escolhidas de acordo com a adaptação do local. “Fazemos uma avaliação prévia para atender a necessidade do condomínio. Dependendo da disposição solar selecionamos a planta. Algumas precisam de mais exposição, outras menos, e há aquela que pode ser cultivada em sombra”, explica. A Parede Verde recebe sistema de irrigação própria que goteja o volume de água necessário para a manutenção da planta.

A arquiteta esclarece que o sistema não prejudica a estrutura do prédio, sem riscos de formação de umidade nas paredes. “O material aplicado impermeabiliza a parede, que não recebe qualquer contato com a água. Além disso, a irrigação é automatizada na medida certa para absorção da planta, sem excesso”, explica.

Jardim em Conserva

Jardim-Vertical---Hall-de-entrada

Para áreas internas, como hall de entrada, salão de festas e demais ambientes fechados, Edson Egerland chega com a novidade do “Jardim em Conserva”. Ele criou a ideia que, segundo conta, foi “por acaso”. “Um dia, passeando no sítio de um amigo, colhi alguns musgos e, para aplicar uma técnica, utilizei um vidro de palmito, único recipiente que tinha disponível. Fiz a criação, levei para o trabalho e recebi pedidos de vários dos meus colegas para a confecção de muitos outros”, conta.

A técnica utilizada, o terrário, consiste na criação de um paisagismo em miniatura dentro de um recipiente que, por ser mantido sempre fechado, propicia as condições necessárias para a planta realizar, sozinha, o processo de ecossistema, executando o ciclo completo da água, sem que precise ser regada. “A planta respira, produz o oxigênio e realiza o ciclo. O segredo está na quantidade de água que é inserida na hora do plantio”, explica.

De acordo com o biólogo, para essa técnica, as espécies que melhor se adaptam são aquelas que gostam de um ambiente mais úmido e com pouca claridade, como os musgos, árvores da felicidade, palmeirinhas, entre outras. Na técnica do terrário a exposição solar em excesso pode matar a planta ao provocar um efeito estufa devido ao calor.

Por Kalyne Carvalho

Fonte: CondomínioSC