O peso da assembleia que define o orçamento

A principal e mais importante assembleia do ano que definirá as despesas do condomínio costuma ocorrer no início do ano. É nesta época que os moradores discutem, votam e aprovam o orçamento do prédio para o próximo exercício.

“Essa assembleia também vai aprovar o orçamento do ano anterior. Se as contas fecharam, sem dúvida, aprova-se e parte-se para a validação do ano que segue”, diz a gerente de relacionamento da Lello Condomínios, Angélica Arbex.

Segundo ela, fazer a previsão orçamentária é importante para garantir o cumprimento dos custos operacionais com funcionários, concessionárias de luz e água, prestadores de serviços, além das empresas de manutenção e conservação de bombas, portões e elevadores.

Dica. Uma orientação da gerente é que antes da assembleia o síndico faça uma reunião com o conselho para definir um plano de trabalho para o ano, antecipar quais são as obrigações e necessidades do edifício para então elaborar um plano de ação.

“Projeção financeira saudável é aquela que está preparada para intercorrências e para honrar com os pagamentos fiscais e tributários”, diz Angélica.

Para confirmar tudo que foi acertado na assembleia, ela lembra da importância da redação da ata da reunião.
De acordo com a gerente, a ata é um documento legal e a correta composição dos termos aprovados evita dúvidas futuras quanto a medidas e decisões aprovadas.

“É uma assembleia bastante importante”

Síndico de um condomínio na zona oeste da cidade, José Luiz de Freitas começa a preparar a assembleia dos orçamentos com aproximadamente 40 dias de antecedência.

“Converso com o conselho e juntos avaliamos o caixa do edifício, o fundo de reserva, se haverá necessidade de obras e então começamos a pensar na previsão de gastos para o exercício seguinte”, conta Freitas.

Na reunião do prédio, como de costume, ocorre a prestação de contas do ano que passou e, após a aprovação, inicia-se a votação do orçamento para o ano seguinte.

Durante o planejamento, Freitas avalia as despesas com funcionários – o maior custo de um condomínio –, os encargos sindicais, seguro, reparos e manutenções necessárias.

“Ao realizar a reunião, já houve o aumento da categoria (porteiros, zeladores), os gastos extras de final de ano, pagamento de férias. Com tudo isso em mãos, é mais fácil aprovar e fazer a previsão”, diz Freitas.

A assembleia conta com média de 70% de participação. “É uma assembleia bastante importante e a correta avaliação do orçamento é um dos motivos para que tenhamos zero de inadimplência”, conta o síndico com orgulho.

Eleição. A gerente da Lello observa que é comum que a eleição do síndico se dê nessa primeira assembleia do ano. Segundo Angélica, os moradores devem ter cuidado na escolha de quem irá comandar o dia a dia do condomínio.

Ela orienta a perguntar, por exemplo, sobre as propostas dos candidatos, o tempo que terá para cuidar das demandas do condomínio, as mudanças que pretende realizar na gestão e, principalmente, como fará para garantir segurança e comodidade aos moradores.

“O síndico pode ser proprietário, inquilino ou alguém de fora do prédio, conforme a decisão da maioria dos condôminos.”

Entre as principais atribuições do cargo, estão representar o condomínio e zelar pelo cumprimento da convenção e do regimento interno. Além de cuidar, negociar e prestar contas aos moradores sobre as despesas efetuadas.

Fonte: Estadão