Melhora da economia contribuí para a queda na inadimplência

Imóveis que são mais conservados, com boa localização, além de cota condominial enxuta atraem mais inquilinos que pagam em dia as despesas | Foto: Divulgação

Estudo do Sindicato da Habitação (Secovi-Rio) revela que a inadimplência nos aluguéis na cidade do Rio vem caindo. O percentual de quem deixou de pagar passou de 3,2% em 2011 para 2,2% no ano passado. Vale lembrar que foram considerados atrasos superiores a 30 dias.

As informações fazem parte do Panorama do Mercado Imobiliário do Rio de Janeiro 2012 lançado terça-feira pelo sindicato. O documento apresenta dados sobre locação, condomínios, compra e venda. Segundo o vice-presidente de Locações do Secovi Rio, Antonio Paulo Monnerat, o percentual de inadimplência é baixo se comparado ao da cota condominial, pois a multa por atraso é de apenas 2% contra os 10% praticados pelo mercado para quem atrasa o pagamento na locação.

“O ritmo de queda é porque estamos vivendo um momento de pleno emprego e o cenário econômico é favorável”, explica Monnerat.

Valores médios

De acordo com o Departamento de Pesquisa do Secovi Rio, o valor médio da locação na Zona Sul é um dos mais altos. No Leblon, gira em torno de R$ 8.420. Em seguida, vem Ipanema, com R$ 8.169. Já em Copacabana, chega a R$ 4.622. Na Barra da Tijuca, o desembolso é de R$ 5.003. No bairro de Jacarepaguá está em R$ 1.304 e na Tijuca sobe para R$ 1.853. A Zona Norte aparece com o valor médio de R$ 1.165.

Alta de bons pagadores no mercado

Os bons pagadores estão em alta na Renascença Administradora. Em janeiro, a empresa registrou a menor taxa de inadimplência, 0,85% nos aluguéis de R$ 2 mil a R$ 3 mil. E, na faixa de R$ 1.500 a R$ 2 mil, o percentual também está em queda, com 3,14%.

Segundo o vice-presidente administrativo da empresa, Alexandre Parente, estes foram os menores índices apurados pela administradora nos últimos três anos. Ele lembraque a inadimplência de aluguéis mais baratos sempre foi maior, pois o perfil deste inquilino (que tem salário entre R$ 1.200 e R$ 4.500) é mais suscetível a perder o emprego e a ficar tempo mais longo para recolocação do que aquele que recebe salários mais altos.

A APSA também registra redução de inadimplência. Segundo o gerente de Locações, Jean Carvalho, a taxa de mercado está em 7% e a da APSA, em 5%. A melhora da economia é um dos principais motivos. “As pessoas estão empregadas, com mais recursos e pagam contas em dia. Outro fator são as multas de aluguel, que são elevadas”, conclui.

Fonte: O Dia