Invista no aprimoramento profissional de seu porteiro

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O dia a dia dos porteiros não é fácil. Mas eles estão aqui para garantir a tranquilidade na rotina do condomínio.

O porteiro é uma das peças fundamentais e aliado importante do síndico para que a vida condominial caminhe em ordem.

E, se no mundo empresarial as exigências em relação aos profissionais estão cada vez maiores, nos condomínios também. Na hora de contratar um funcionário, os síndicos estão mais atentos às competências, habilidades e atitudes que estes profissionais devem apresentam para estar aptos a lidar com a dinâmica de trabalho do condomínio.

E não basta ter as qualificações técnicas, é preciso ter outras características também. Responsabilidade, eficiência, dedicação e simpatia são algumas das quais um bom porteiro deve ter para ser considerado um profissional completo. No caso dos porteiros, eles precisam ter a capacidade de se expressar bem, pois serão o cartão de visitas do condomínio e os responsáveis pela interlocução entre visitantes e condôminos.

Outra característica fundamental que o porteiro precisa ter é a flexibilidade e calma para enfrentar os problemas que porventura possam ocorrer no condomínio, mediando os conflitos até que o síndico tome conhecimento dos fatos e possa solucioná-los.

DSC0060No Condomínio do Edifício Residencial Canopus, na Tijuca, Hamilton Cezar Betoni, que é síndico há três anos, destaca que entre as características que o porteiro precisa ter para lidar com os condôminos, com a portaria, resumindo, para ser um bom profissional, estão a pontualidade e presteza. “O porteiro precisa ser pontual. Além de ser educado e saber realizar os serviços com presteza”, afirma Betoni.

Outro aspecto importante, na opinião do síndico, é a apresentação pessoal. Para ele, os porteiros devem estar com uniformes impecavelmente limpos e bem passados, o que também facilita a identificação dos funcionários. “Os porteiros daqui do condomínio estão sempre bem uniformizados. Para isso, a cada seis ou oito meses, eu compro novas peças do vestuário que necessitarem de substituição”, explica o síndico.

Iniciativas que somam
No Condomínio do Edifício Residencial Fontana de Trevi, no Recreio, a síndica Aline Rosa e Sousa conta que João, porteiro do condomínio há 11 anos, é um grande parceiro nas atividades do residencial, trazendo, inclusive, ideias para melhorar o conforto dos condôminos. A última iniciativa do funcionário, e aprovada pela síndica, foi a implantação de portões eletrônicos com sistema deno breakque funcionam até cinco horas em caso de falta de energia.   “Quando o João trouxe esta ideia, eu achei super interessante porque é mais um quesito de segurança para o condomínio e, por isso, resolvi colocá-la em prática”, explica.

A síndica ressalta que com o dia a dia corrido, no qual se divide entre o trabalho, a família e a atividade de síndica, ter um profissional com as características de João é fundamental para o suporte em sua gestão como síndica. “João tem um perfil profissional ótimo. Ele é pró-ativo, traz ideias novas e não engessa a atuação do síndico. É importante ter alguém como ele para dar suporte ao síndico”, destaca.

Motivação
Mas nem tudo é um mar de rosas. O trabalho de horas na portaria nem sempre é fácil. A rotina diária pode ser exaustiva e desestimulante. Em decorrência destas dificuldades, o síndico deve estar atento a fim de manter seu profissional sempre motivado. Uma boa opção é investir em cursos de treinamento para aperfeiçoamento desses profissionais, que se sentem valorizados com a iniciativa.

No Condomínio Canopus, o síndico Hamilton incentiva os dois porteiros, que trabalham no local há mais de dez anos, com cursos de treinamento oferecidos pela APSA. Os porteiros do Canopus fizeram o curso de treinamento Designado em CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes), no qual foram capacitados para a identificação de riscos, prevenção e redução de acidentes de trabalho. “Nossos porteiros já participaram deste treinamento duas vezes. E outro funcionário também fez o curso”, ressalta.

Este tipo de capacitação é imprescindível, atualmente, tendo em vista a Norma Regulamentadora nº5 (NR-5), que estabelece a obrigatoriedade de formação da CIPA nos condomínios com mais de 51 funcionários. Já os com o número inferior a esse, devem designar um único funcionário para fazer um curso de 20h/aula, em horário de expediente, todos os anos, para capacitar-se na prevenção de acidentes.

Apesar da exigência para a formação de CIPA ser apenas para estabelecimentos com mais de 51 funcionários, o treinamento CIPA faz toda a diferença na hora da prevenção do condomínio. Além disso, o condomínio que não cumprir a lei pode ser responsabilizado civilmente, além de arcar com multas através de autuações e a fiscalização do Ministério do Trabalho.

No Condomínio Fontana de Trevi, a síndica Aline Rosa e Sousa explica que também investe em seus profissionais. O porteiro do condomínio já fez diferentes cursos, que a síndica considera ser de fundamental importância para o seu aprimoramento. “Recentemente, ele foi outro que também participou do Designado em CIPA, além de cursos de jardinagem e paisagismo. No caso destes cursos, ele mesmo se propôs a fazer e tem cuidado do nosso jardim com muito capricho”, enfatiza a síndica. Atualmente, há ainda cursos que ensinam ao porteiro como atender ao morador com cordialidade, como manusear os instrumentos que usará no trabalho, como alarmes e circuitos eletrônicos internos etc.

Amor à profissão
Atualmente, grande parte dos profissionais passa maior tempo no trabalho e, por isso, precisam tornar este ambiente prazeroso. Desta maneira, a satisfação do profissional é percebida por todos que estão à sua volta. No Fontana de Trevi não é diferente. Aline Rosa relata que, além de todas as características citadas por ela, o porteiro do condomínio possui um diferencial: o amor à profissão. Segundo a síndica, ele cuida do condomínio e da portaria com se fossem sua própria casa. “O Fontana de Trevi é como se fosse a casa dele e, por isso, o carinho imenso que ele tem em realizar as tarefas. Ele tem amor pelo que faz e quando a gente ama o que faz, faz com excelência”, destaca. Ela ressalta ainda que aceitação do porteiro é quase unânime: “Noventa por cento dos condôminos gostam do João, mas nem Jesus conseguiu agradar a todas”, revela a síndica em tom descontraído.

Valorize seu funcionário
Há pequenas ações que podem deixar o funcionário de seu condomínio satisfeito e se sentindo valorizado. Confira algumas dicas.

- Para porteiros que ficam em guaritas, é necessário verificar a ventilação se o local for pequeno, recomendando-se o uso de ventiladores ou ar-condicionado.

- Outro quesito importante é o local de assento do porteiro, que deve ser confortável e ergonômico para evitar lesões ou tensões musculares.

- Investir em treinamentos e cursos de qualificação e capacitação demonstram a valorização do profissional.

- Investir em uniformes adequados garante conforto aos profissionais.

- Oferecer benefícios e prêmios também traz satisfação.

Fonte: Condomínio em foco