Investigação no condomínio

” – . Posso olhar o vídeo novamente?”, perguntou o homem.

“- Claro!”, respondeu a síndica.

“- Nossa, como ele é parecido comigo, né? – disse o homem.

“- Parecido com o senhor não, Seu Aloísio, esse homem aí é o senhor! – falou a síndica, com firmeza.

“- Mas como pode ser? Eu não me lembro de nada disso.”, falou o homem.

“- Olha, Seu Aloísio, o senhor me desculpe falar destas coisas, eu sei perfeitamente que isso não me diz respeito, mas também alterado do jeito queinvestigação o senhor chega aqui no condomínio eu não me admiro que o senhor não se lembre de muitas coisas. Confesso ao senhor que, apesar de estranhar muito que um marmanjo deste tamanho estivesse fazendo xixi no vaso do hall de entrada, eu logo desconfiei do senhor”, disse a síndica.

“- Nossa, mas ele é muito parecido comigo mesmo. As plantas estão atrapalhando um pouco a visão mas.” – o senhor Aloísio procurava desconversar.

Diante dos fatos, nem foi necessário aplicar as técnicas do CSI para chegar ao autor da estranha e inusitada irrigação sofrida pelo vaso do hall de entrada.”

 Este texto é uma crônica bem humorada a respeito de uma situação perfeitamente passível de ocorrer num condomínio. Certo dia, encontramos um carro todo aberto, atravessado no caminho da garagem, impedindo a passagem. O morador provavelmente chegou à noite em estado semelhante ao do Seu Aloísio, da crônica acima.

Mas ao ser procurado no dia seguinte e confrontado com as imagens da câmera de segurança disse, com a maior cara de inocente, que esqueceu de puxar o freio de mão e o carro andou sozinho.

Explicação para as janelas abertas ele não deu, mas diante de tais ‘argumentos’, precisava?

Fonte: Revista do Síndico