Inverno: bom período para reformas

A estação menos chuvosa é a ideal para manutenções preventivas ou corretivas, como a impermeabilização

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O hábito de impermeabilizar as edificações no Brasil ainda é recente, mas deveria ser encarado como item básico de segurança

O final do outono e a proximidade do inverno podem ser uma boa hora para quem pretende programar reformas – manutenções preventivas e corretivas – em condomínios residenciais e comerciais, já que o período de menos chuva deve ser aproveitado para realizar obras como recuperação de fachadas e do sistema de impermeabilização de lajes, por exemplo. Com as temperaturas mais brandas é mais comum a ocorrência de trincas, fissuras, manchas e desplacamentos de fachadas em decorrência da movimentação de materiais, que aumenta com as oscilações de temperatura ao longo do dia.

A primeira dica é a contratação de um especialista, profissional ou empresa, que realize uma análise detalhada e possa dar um diagnóstico dos problemas encontrados, com a indicação das medidas corretivas e preventivas a serem adotadas. Com base nesse relatório inicial, o síndico deverá acionar as empresas fornecedoras do mercado para a tomada de preços.

Um dos itens que mais merecem atenção – e deve ser feito no período de estiagem – são os cuidados com a impermeabilização. “De abril a setembro é o período ideal para se fazer esse trabalho devido à redução das chuvas. Isso agiliza o trabalho e evita que haja infiltrações enquanto o serviço esteja sendo realizado”, confirma o engenheiro civil Sandro Marques de Nóbrega, sócio da Tix Engenharia e Impermeabilizações, em Londrina.

Segundo ele, o hábito de impermeabilizar as edificações no Brasil ainda é recente, mas deveria ser encarado como item básico de segurança. “A falta de impermeabilização pode prejudicar a parte estrutural das edificações, ocasionando até mesmo a corrosão dos ferros do concreto. É preciso um olhar mais crítico sobre isso para garantir a segurança da estrutura”, destaca.

O arquiteto Ademir Rosa, proprietário da Laje Seca Impermeabilização, de Londrina, também chama a atenção para a importância de se investir nesse serviço para evitar transtornos futuros. “Quando pensamos em edificações menores, onde há uma parede em contato com outra, em divisa, as pessoas têm o hábito de pintar com tinta asfáltica, que não tem proteção contra os raios solares e acaba trincando o reboco. Há materiais mais eficientes, como tinta acrílica flexível, que faz uma barreira efetiva”, afirma.

Normalmente os tratamentos de impermeabilização são feitos em superfícies secas, como pisos da cozinha, dos banheiros e das sacadas. “Isso garante a conservação da pintura, calhas, rufos e juntas de dilatação, entre outros itens”, ressalta Nóbrega.

O ideal é que o serviço seja realizado por empresas especializadas sob supervisão de um engenheiro civil, já que exige uma série de procedimentos técnicos, inclusive a exigência de curso de segurança para o correto manuseio dos equipamentos. “As pessoas estão começando a ficar mais conscientes sobre a importância disso e acho que deveria ser um item básico de segurança elaborar um projeto de impermeabilização na hora de construir, especificando os sistemas mais adequados”, pondera Rosa.

CUSTO X BENEFÍCIO

O custo para impermeabilizar um imóvel ainda em fase de construção pode variar de 1% a 3% do valor da obra. Em contrapartida, quando é necessário corrigir a falta de manutenção adequada, o custo pode chegar entre 10% e 15% da obra. “É mais complicado porque precisa quebrar o mármore, remover o reboco e refazer todo serviço. O ideal é que isso seja feito antes para evitar problemas futuros”, sugere Nóbrega.

A vida útil de uma boa impermeabilização é de 15 a 20 anos levando em conta os materiais industrializados utilizados no tratamento que se deterioram naturalmente em contato com o ar e a chuva.

 

Fonte: FolhaWeb