Facilitando a vida do condômino

Que tal aproveitar a confiança nas relações entre vizinhos para estimular serviços, como os de baby sitter?

Precisar sair e não ter com quem deixar o bebê, o cachorro ou a mãe idosa é um problema comum que, em algum momento da vida, pode afetar a vida de todos. Em um condomínio, onde são muitos os vizinhos e grandes as possibilidades de um relacionamento amigável, uma ideia que pode funcionar é aproveitar a disponibilidade dos moradores para criar uma lista de serviços de baby sitter, pet sitter ou similares.

Em muitos países é comum que estrangeiros trabalhem como cuidadores de crianças, idosos ou animais. Muitos deles inclusivem já saem do país de origem com um programa estabelecido.

O Aupair, por exemplo, é um  intercâmbio cultural que oferece a mulheres com idade entre 18 e 26 anos a oportunidade de viver em uma casa de família e ainda estudar. Nesta casa, ele deve cuidar das crianças e em troca recebe hospedagem, alimentação e um salário semanal.

Foi o que fizeram Vanessa e Catarina. A primeira foi para os Estados Unidos e a segunda para a Irlanda, e ambas trabalharam como babá.  “Foi uma forma mais fácil de ir para outro país sem precisar de muito dinheiro e com moradia e trabalho garantidos. Amei a experiência e faria de novo”, conta Vanessa.

A experiência no Brasil – Aqui no Brasil não existe o costume de acomodar intercambistas para cuidar de filhos, familiares ou animais. Em geral a procura é por um profissional, de preferência indicado por alguém. Mas e o condomínio, não seria uma opção para encontrar candidatos a realizarem este tipo de serviço?

A enfermeira Angélica Ticianelli tem o costume de viajar nos feriados e há anos deixa seus animais de estimação sob os cuidados dos vizinhos. “Sempre tive uma ótima relação com eles e todas as vezes em que precisei nunca tive problemas. Acho que para dar certo devemos conhecer bem os vizinhos e não deixar pessoas ou animais queridos nas mãos de qualquer um”, sugere.

O síndico que quiser facilitar a vida dos moradores pode propor em assembleia a criação de uma lista com os nomes dos interessados em realizarem serviços de cuidador de crianças, animais ou idosos. Nela podem constar os horários, contatos e até a formação de quem se propõe a ser cuidador, afinal, dependendo do caso, pode ser preciso contratar alguém com determinados conhecimentos, e quem sabe aquela enfermeira ou adestradora não mora ali mesmo no condomínio?

Para driblar os contratempos

- A lista de interessados deve conter todos os dados de contatos das pessoas e horários disponíveis

- Se a ideia é não pagar, pode-se sugerir a troca de serviços entre os vizinhos. Um dia um deles toma conta das crianças para o outro sair e depois se faz o contrário

- Em alguns casos são precisos cuidados mais específicos, especialmente se a pessoa a ser cuidada está doente, e aí vale ver se quem está disponível no prédio é realmente habilitado para realizar a tarefa

Fonte: iCondominial