Espaços e acessibilidades

Diferentemente do que muitos acham, os apartamentos ou casas precisam se adaptar aos moradores e não o contrário. Para receber ou abrigar idosos e cadeirantes, por exemplo, é preciso pensar em um projeto no qual segurança e mobilidade sejam prioridades. A arquiteta Andréa Parreira acredita que é possível tornar uma casa acessível fazendo não só grandes alterações, como colocação de elevadores, mas também por meio de pequenas mudanças de mobiliário, atentando-se aos detalhes.

“Nenhum elemento decorativo, como mesas de centro, vasos e tapetes, pode se tornar um obstáculo para os moradores. Nestes casos, a solução é optar por retirar itens de decoração que possam atrapalhar a circulação, além disso, é preciso estar atento à parte estrutural do imóvel, como pilastras e paredes, que podem dificultar a locomoção de pessoas com mobilidade reduzida”, disse a profissional.

Em imóveis alugados, a profissional sugeriu a fazer um check list antes de fechar o negócio. “Verificar se as portas são largas o suficiente ou se é possível instalar suportes nos banheiros são algumas questões que devem ser resolvidas antes da assinatura do contrato”, afirmou a arquiteta.

No caso de imóveis novos, o ideal é pensar em rampas de acesso, pois, para Andréa, todo o projeto pode ser pensado priorizando a acessibilidade e a segurança, com a colocação de pisos antiderrapantes”, comentou.

Para imóveis com mais de um andar, a arquiteta orientou a designação de um espaço no térreo para ser o quarto e o banheiro deste morador ou instalar elevadores ou esteiras rolantes. “Em alguns imóveis é possível alocá-los no vão da escada, o que torna o processo mais fácil. Há casos, porém, em que é necessário intervir na laje, mas para isso é preciso chamar um engenheiro calculista, para termos a certeza de que os aparelhos não comprometerão a estrutura”, enfatizou. Segundo ela o custo-benefício nestes casos supera o investimento necessário para a instalação.

Fonte: Folha do Condomínio