Equipamento em teste pode evitar invasão

Foto: Reprodução (Facebook)

Carro passa pela tela, que retoma posição inicial

Levantamento realizado por um sindicato que representa o mercado imobiliário em São Paulo mostra que desde o começo do ano já foram registrados 19 assaltos a condomínios na cidade. De acordo com esse levantamento, na maioria dos casos, a garagem foi o ponto mais exposto à segurança dos edifícios. Segundo Tarcisio Caddah Melo, morador em condomínio, mesmo dotada de clausuras, aquela área acaba vulnerável pelo incorreto procedimento de funcionários ou moradores.

O próprio condômino, que é engenheiro de Segurança no Trabalho e já foi vítima de roubos no edifício onde mora, contou que criou um equipamento que pretende inibir a invasão do prédio pela garagem.

Segundo Caddah, trata-se de uma tela de bloqueio, que lembra uma cortina, mas com tiras na horizontal e na vertical (foto). A barreira flexível é formada por uma estrutura com hastes de polímeros, dotadas de um material condutor de corrente elétrica. A corrente empregada é idêntica à das cercas eletrificadas, conforme o morador, não letais. “O carro passa pela tela, que volta à sua posição inicial, imediatamente, inviabilizando uma possível invasão”, disse.

Ele explicou que caso ocorra a tentativa de intrusão, haverá uma descarga elétrica desconfortável, mas não letal, retardando a ação do invasor.

Caddah acredita que esse é justamente o intervalo de tempo necessário para o fechamento de um possível segundo portão ou para a reação dos funcionários de segurança do condomínio, alertados pelo próprio equipamento que também aciona uma sirene e alarmes.

Ainda conforme o condômino, os ocupantes do carro ficariam seguros, pois toda a descarga elétrica ficaria no exterior (Gaiola de Faraday). Animais que tentem atravessar a tela, também receberiam a descarga, mas em quantidade mínima, não causando maiores danos.

Por fim, Caddah afirmou que por mais difícil de acreditar, as hastes não arranham o carro, pois além de flexíveis, são revestidas para não oferecerem nenhum atrito aos automóveis.

Quanto às crianças e idosos, para evitar que acabem se machucando, a aplicação da solução é indicada em acessos exclusivos para automóveis e usada junto a portões convencionais.

 

 

Fonte: Folha do Condominio