Entre o piso e a parede

Muitas vezes esquecidos, os rodapés dão acabamento, escondem fios e protegem a alvenaria. Conheça os diferentes materiais e como compor no ambiente.

Santa Luzia / Robson Cachoeira / Divulgação / Na hora da escolha do rodapé, é preciso levar em conta a altura do pé-direito, o tipo de piso e o estilo da decoração

Escolher um rodapé para um ambiente não é uma tarefa fácil. “Assim como as molduras dos quadros, ele funciona como um contorno do espaço, destacando tanto o piso quanto a parede, e sua principal função é dar acabamento ao local”, explica a arquiteta e design de produtos Josiane Flores de Oliveira, da empresa Santa Luzia, especializada em rodapés e acabamentos.

Claudio Warkentin, sócio-diretor da Natur, também especializada no produto, explica que na hora de escolher um rodapé é preciso levar em conta a altura do pé-direito (distância do chão ao teto), o tipo de piso e o estilo da decoração. “Em ambientes muito baixos, não é recomendável utilizar um rodapé alto, como o de 20 cm, por exemplo. Isso pode causar uma sensação de ‘aperto’ no ambiente. E, no caso de áreas externas ou com bastante umidade, como cozinhas, banheiros e lavabos, indica-se evitar alguns materiais, como MDF e madeira”, alerta Warkentin.

Atualmente, os rodapés brancos e acima de 7 cm são os mais procurados por arquitetos e decoradores. Mas, segundo o diretor da Natur, tudo depende do efeito final desejado. “O mais comum é querer combinar com as portas. Por isso, o branco tem estado na moda. Mas se a pessoa tiver um piso laminado ou amadeirado e quiser manter tons parecidos, siga o padrão do piso”, aconselha.

E uma novidade que caiu nas graças de quem precisa instalar fiações são os rodapés em PVC com sulcos internos maiores para passar os cabeamentos elétricos e de iluminação. Além disso, muitos modelos vêm com tomadas embutidas.

Fonte: Gazeta do Povo