Entenda como funciona este importante processo da reciclagem

Quando o assunto é reciclagem de resíduos, a expressão responsabilidade compartilhada tem se mostrado recorrente.

Quando o assunto é reciclagem de resíduos, a expressão responsabilidade compartilhada tem se mostrado recorrente. Este foi um dos conceitos introduzidos na nossa legislação ambiental pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), assim como a logística reversa. Mas afinal, o que é logística reversa e o qual o impacto dela no nosso dia a dia?

De acordo com o Sinir – Sistema Nacional de Informações sobre a Gestão dos Resíduos Sólidos, a logística reversa é um “instrumento de desenvolvimento econômico e social caracterizado por um conjunto de ações, procedimentos e meios destinados a viabilizar a coleta e a restituição dos resíduos sólidos ao setor empresarial, para reaproveitamento, em seu ciclo ou em outros ciclos produtivos, ou outra destinação final ambientalmente adequada”.

Para o especialista ambiental Charles Domingues, a logística reversa é um processo que faz parte do dia a dia do consumidor e do fabricante, seja na compra, venda, na devolução de mercadoria por qualquer dano, e por fim a preocupação com o destino de um produto ao final de sua vida útil. Segundo Charles, o grande objetivo da logística reversa é fazer com que o material já utilizado pelo consumidor, e sem condições de ser novamente reutilizado, retorne de alguma forma ao ciclo produtivo, seja na origem do processo, de forma indireta na produção (por exemplo, destinado à outra indústria como insumo), ou em último caso descartando o rejeito de forma ambientalmente correta. Esses procedimentos fazem com que a busca por novos recursos naturais seja reduzida.

A Lei 12.305/10, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, determinou que até o final de 2014 os produtores deveriam adotar as medidas de disposição final dos resíduos, de forma ambientalmente adequada. Assim, o sistema de logística reversa, deverá estar implantado a fim de lidar com os seguintes produtos: pneus; pilhas e baterias; embalagens e resíduos de agrotóxicos; lâmpadas fluorescentes, de mercúrio e vapor de sódio; óleos lubrificantes automotivos; peças e equipamentos eletrônicos e de informática; e eletrodomésticos.

“Hoje é comum ver em estabelecimentos comerciais, recipientes para devolução de pilhas e lâmpadas. Quem já não chegou para trocar a bateria do seu carro e o moço do balcão informou que só vende bateria a base de troca? Na verdade, não seria base da troca, mas sim a política de logística reversa funcionando. Imaginem se cada um de nós for à loja de pneus trocar os quatro pneus do automóvel e levar os outros quatro pneus inservíveis para casa, haja espaço para guardar pneus… Essa responsabilidade ficou com os fabricantes, importadores e distribuidores, revendedores de pneus, pilhas lâmpadas e etc. Mas vale ressaltar: A nossa atitude é o alicerce da logística reversa, pois, ainda que a obrigação seja de quem comercializa, a nossa consciência é a força motriz deste processo complexo” – finaliza Charles Domingues.

Viram como a logística reversa é importante? Se cada um de nós fizer a sua parte para garantir que o resíduo chegue de volta ao fabricante, estaremos contribuindo para a evolução deste sistema e a consequente melhora do ambiente em que vivemos.

Fonte: CondominiosVerdes