Energia à solta no condomínio: Prepare-se para as férias da garotada

Em pausa de suas rotinas, as crianças e adolescentes devem brincar, jogar e interagir com os colegas. O condomínio pode abrir espaço à garotada, organizando essa integração e canalizando sua energia para momentos prazerosos e construtivos.

As férias representam tempo de descanso, momento importante para que a criança e o adolescente brinquem, se descontraiam e façam uma pausa na rotina anual de estudos e compromissos. Para os síndicos, no entanto, elas podem acentuar as reclamações de barulho, aumentar as demandas por manutenção (piscinas, quadras e parquinhos) e até registrar casos de vandalismo. Então, por que não entretê-los com oficinas de street dance [dança de rua], cursos de DJ, artes circenses, campeonatos de biribol [vôlei adaptado na água], stand up [equilíbrio sobre prancha na piscina] e performances de slack line [equilíbrio sobre corda]? Ou ainda trabalhar com sucata ou promover uma caça noturna ao tesouro pelo condomínio, reunindo diferentes faixas etárias num único e vibrante desafio?

Os nomes podem parecer estranhos aos gestores, mas essas modalidades fazem brilhar os olhos da meninada, acredita Marcelo Mancini, professor de Educação Física e coordenador de atividades recreativas, esportivas e culturais em 16 condomínios em São Paulo. Há 9 anos, por exemplo, ele organiza a programação regular e de férias de um condomínio com 15 torres na zona Sul. Claro que cada residencial traz um público e infraestrutura diferenciados, mas o importante é garantir a adesão e a diversão, diz. O profissional lembra ainda que ao organizar as férias no condomínio, o síndico garante a preservação do patrimônio, já que “a presença do professor inibe comportamentos inadequados”.

DECISÃO COLEGIADA

O síndico profissional Paulo Ganut não abre mão da programação de férias no condomínio que administra na zona Sul de São Paulo. Ela é definida em conjunto com a Comissão de Esportes, Festas e Eventos formada pelos moradores do local, além da assessoria externa coordenada por Mancini. No empreendimento, a oferta de aulas acontece ao longo de todo ano, quando o custo é rateado entre todos os condôminos, pois as atividades contemplam diferentes faixas etárias e necessidades. Nas férias, porém, é cobrada taxa extra de cada participante, mediante inscrição prévia. Ganut justifica que nem todos permanecem no condomínio neste período, por isso, considera justo o pagamento à parte. “O custo é acessível e as atividades são bem frequentadas”, completa.

Elas acontecem no período da tarde, entre 14h e 18h, as crianças fazem piqueniques, são orientadas por monitores, mas os pequeninos devem estar acompanhados de adultos responsáveis, explica Mancini. A grade dura 20 dias, muda a cada semana e acontece no começo e meio do ano. E evita comprometer espaços de bastante uso pelos demais moradores.

Paulo Eduardo, outro síndico acostumado a organizar agendas especiais para as férias, destaca ainda que o síndico deve ter um perfil “bastante interativo”, conhecer bem os moradores. É preciso também que as crianças e adolescentes “busquem vivenciar o próprio condomínio”.

Fonte: Direcional Condomínios