Eliminando as sobras

Azulejos, pisos, tijolos, areia e pedra são alguns dos muitos materiais de construção que acabam ficando entulhados no final da obra

Seja por falta de planejamento ou erro de cálculos na hora da compra, sempre sobre alguma coisa quando acaba a construção ou reforma de um imóvel.

De acordo com a engenheira civil e diretora adjunta do Sindicato dos Engenheiros do Estado do Paraná (Senge), Sandra Mara Nepomuceno Cardoso, o correto é fazer a separação do entulho, encaminhando o que pode ser reciclado para as cooperativas de reciclagem ou doando a instituições de caridade e destinando os restos de materiais de construção que não podem ser aproveitados para locais licenciados e apropriados para receber o entulho.

De acordo com a diretora, para eliminar prejuízos com a sobra de materiais, é fundamental que um profissional especializado faça um planejamento do que é necessário para a construção e acompanhe todo o andamento da obra.

“As sobras de materiais são decorrentes da falta de um profissional especializado, planejando e acompanhando a execução da obra, erros de projeto e também das alterações feitas durante o trabalho, como uma parede que é construída e depois demolida por conta de mudança de planos”, exemplifica a engenheira.

No intuito de “economizar”, o proprietário que acha desnecessária a realização de um levantamento correto de materiais que serão utilizados e não contrata um especialista para realizar o serviço pode perder dinheiro. “O ideal é que o profissional responsável pela obra leve o projeto até a loja de materiais, antes do início da construção, e peça os materiais, de acordo com o que determina o planejamento”, recomenda.

De acordo com o secretário de Serviços Públicos de Maringá, Vagner Mussio, a Lei Federal 12305/2010 – que versa sobre a gestão dos resíduos sólidos – determina que o proprietário da obra deve contratar uma empresa responsável por colocar o entulho em uma caçamba e fazer a destinação correta. “Em Maringá temos três locais licenciados pelo Instituto Ambiental do Paraná para fazer a destinação desse tipo de resíduo”.

Segundo Mussio, a prefeitura está viabilizando a aplicação de uma lei municipal já existente que determina que o proprietário da obra apresente um contrato com uma empresa especializada, antes do início da obra. “Se ele não apresentar esse contrato, não conseguirá emitir o alvará para a construção. Essa medida vai evitar que algumas pessoas contratem carroceiros e joguem o entulho em fundos de vale, como acontece com frequência no município”.

A prefeitura estuda medidas de fiscalização das obras para evitar o descarte indevido. O despejo irregular de lixo e entulho é passível de multa – os valores variam conforme a gravidade da infração e o tamanho da área afetada.

Libere o artista

Sobras de materiais podem se transformar em uma obra de arte e despertar o artista que há em cada um. Restos de madeiras dão vida a mesas e cadeiras. Pisos vinílicos recortados podem compor um quadro na parede. Azulejos decoram bancadas ou a parede. As tintas podem pintar vasos e as cadeiras de madeira. Tente!

Fonte: Diário do Norte