Elevadores: modernizar ou trocar?

A modernização é necessária. Já a troca total é um processo complexo e só deve ser feito após análise de especialistas.

O elevador é um equipamento que já está inserido em nosso cotidiano. Em condomínios, a importância aumenta, já que se acontecer algum problema, todos os moradores serão prejudicados.

“Quanto mais moderno, mais componentes eletrônicos o equipamento possui. E as regras de conservação e segurança precisam ser respeitadas”, explica o sócio e gerente da Absoluta Elevadores, Wagner Goulart.

Cuidados especiais – A conservação do equipamento depende principalmente de um fator essencial: a empresa que presta o serviço. A coincidência de uma pane com um péssimo serviço pode gerar um resultado catastrófico para o condomínio. Por isso, os cuidados vão muito além de manutenção, é preciso prestar atenção desde o começo.

“Para garantir a qualidade e a segurança do equipamento, é importante observar o cumprimento de normas específicas que foram criadas para regulamentar o funcionamento dos elevadores. Verifique se o fabricante obedece às normas nacionais (ABNT e NBR). Muitas vezes é possível encontrar anúncios de elevadores residenciais de fabricação caseira a preços bastante atrativos. No entanto, a segurança deve vir sempre em primeiro lugar. É melhor evitar transtornos que os equipamentos sem garantias podem trazer.”

Modernizando – Antes de tomar qualquer decisão, é preciso entender que não é todo equipamento que precisa ser substituído. Uma série de fatores precisa ser verificada. A modernização, ou seja, a adaptação de um equipamento mais antigo, é um processo mais simples e que demora menos tempo.

Por sua complexidade, o processo de troca total precisa ser muito bem analisado.

“A substituição de um equipamento só é indicada quando o atual estiver totalmente obsoleto ou fora das normas vigentes. Para isso, é preciso fazer uma análise técnica. Além do custo elevado, o tempo para a realização do serviço é de 120 a 180 dias.”

Manutenção em dia – Troca ou modernização são processos que só fazem sentido quando há conservação. De acordo com o CREA/SP e a Coordenadoria de Atividade Especial e Segurança de Uso (SEGUR), por questões de segurança, apenas uma empresa pode ficar responsável pelo equipamento.

O condomínio deve estabelecer regras de uso e o síndico precisa ficar atento as manutenções. A empresa contratada pode estabelecer um cronograma para o condomínio e avaliar qual manutenção o elevador precisa:

– Manutenção preventiva: realizada mensalmente para verificação dos  itens de segurança;

– Manutenção corretiva: realizada quando o funcionamento do equipamento é interrompido por alguma pane;

– Manutenção preditiva: apenas para prevenção.

Fonte: iCondominial