Economista dá dicas de como economizar nas férias de julho

Gastos nas férias devem ser planejados e negociados com crianças. Levantamento mostra que férias comprometem 12% do orçamento familiar.

Férias são sinônimo de diversão, descanso e brincadeiras para crianças. Já para os pais, elas podem significar gastos a mais no orçamento. Segundo o economista Adriano Mandelli, há maneiras de economizar mesmo com os gastos maiores das férias. “Jeito tem, a questão é o planejamento que deve ser fundamental”, diz. De acordo com ele, a dica é colocar na ponta do lápis tudo o que se gasta com contas e tentar guardar se houver um dinheiro extra. “Aí chegamos no mês de férias com uma sobra para atender as necessidades das crianças nesse período”, explica.

De acordo com um levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV), feito em 2012, fora da rotina escolar as crianças e adolescentes consomem mais comida e serviços, o que acaba comprometendo, em média, 12% do orçamento familiar. Na casa do Bruno, de 6 anos, os gastos a mais com comida já foram contabilizados por sua mãe Milena da Costa Freire. Segundo a advogada, todos os dias o lanche da tarde tem um cardápio diferente. “Todo dia à tarde gosto de fazer um lanche diferente com bolo, lanchinho, pães diferentes e frios diferentes”, diz. “Por isso a gente faz uma compra mais gostosa, diferente dos outros meses quando não há férias das crianças”, completa.

Para as crianças, a diversão é mesmo o que importa. “Jogo videogame, jogo joguinhos”, relata Bruno. Já a mãe, diz que a rotina dentro de casa continua a mesma, e as regras devem ser seguidas. “As regras continuam as mesmas, a gente só tem uma tolerância maior em relação ao horário”, diz.

Na casa da aposentada Eliana Guimarães não é diferente. A filha Aline, de 10 anos, faz questão de receber sua amiga Rafaela, também de 10, para brincar em casa. “Brincar de escolinha é a minha escolha preferida, mas o que amo de verdade é brincar de boneca”, escolhe. Para Rafaela a diversão fica por conta de brincar na casa da amiga. “É muito legal brincar na casa dos amigos. Brincamos de boneca, e a gente se diverte na balança”.

Passeios e gastos
Quando a brincadeira está em casa tudo bem, o problema é quando as crianças querem passear. “Esses dias queria ir ao shopping, mas depois fui em uma lanchonete”, explica Aline.  Para a mãe Eliana, a filha entende que não dá para sempre sair porque há custos, mas o improviso acaba sendo o melhor aliado. “Você improvisa uma coisa ali e outra aqui, mas ela entende que não dá para sempre estar gastando, gastando, gastando. A gente improvisa passeios, aqueles que não gastam muito e é tudo planejado”, explica.

Para o economista Adriano Mandelli o planejamento é mesmo a melhor saída. “Toda a família participar é importante, porque você já começa desde cedo a educar financeiramente a criança”, explica. Segundo ele, como as férias de julho já chegaram, agora é importante pensar nas férias do final do ano, que costumam ser maiores. “Agora, quando terminar julho, o jeito é já se programar para as férias do final do ano”, diz.

Nos outros meses do ano também há como economizar e educar. O economista explica que uma boa ideia é a criança receber um dinheiro por semana ou mês, a famosa mesada. “Podemos deixar que elas trabalhem com o dinheiro delas e nós ficamos na retaguarda apenas para orientar e mostrar que, se ela gastar tudo hoje, não terá dinheiro amanhã para algo que ela queira”, salienta. Segundo ele, pessoas que aprendem desde cedo a trabalhar com dinheiro, quando adultos, adquirem o costume de se planejar melhor.

Fonte: G1