Economia sem altos e baixos

Segundo o engenheiro eletricista Cláudio Henrique Guisoli, os elevadores novos têm recurso de controle de aceleração e podem economizar até 40% de energia em relação aos antigos

Seja por maior conscientização sobre a necessidade de preservação dos recursos naturais, seja por economia, o fato é que em muitos prédios são buscadas formas de reduzir o consumo de energia nas áreas comuns. Um dos grandes vilões que faz com que a taxa condominial seja alta é o elevador, principalmente se ele for antigo. Para resolver o problema, a solução é trocar o equipamento por um mais moderno e sustentável.

De acordo com o engenheiro eletricista da Otis, Daniel Luz, no mercado brasileiro há cerca de 320 mil elevadores instalados com mais de 20 anos, conforme levantamento realizado pelo Sindicato das Empresas de Elevadores de São Paulo (Seciesp). “Mais da metade deles necessitam de modernização para que tenham melhor desempenho e sejam mais eficientes”, explica. A economia pode chegar a 75%.

Para alcançar esse percentual, a solução é o uso de equipamentos que possibilitam o reaproveitamento de energia elétrica. “Como é o caso do drive regenerativo, que, combinado com uma máquina sem engrenagem, possibilita que a energia desperdiçada em sistemas tradicionais em forma de calor possa realimentar a rede elétrica interna do edifício. Essa energia pode ser reutilizada por outros elevadores, para a iluminação elétrica, ar-condicionado, computadores e até por outros equipamentos que estiverem conectados à mesma rede elétrica do prédio”, conta Luz.

O engenheiro eletricista Cláudio Henrique Guisoli, da Vertical Consultoria – Engenharia de Elevadores e Treinamentos, explica que o gasto de energia ocorre porque o painel de comando dos elevadores antigos não possibilita o controle preciso da velocidade de aceleração, e isso implica em um maior consumo. “Os elevadores novos têm recurso de controle de aceleração (inversor de frequência ‘Sistema VVVF’ integrado ao painel de comando eletrônico) e podem economizar até 40% de energia em relação aos elevadores antigos”, diz.

Segundo o engenheiro, o percentual de consumo de energia do elevador de um prédio representa de 3% a 10% do consumido na edificação, dependendo de seu tipo: residencial ou comercial. “E também do porte do prédio. Por exemplo: número de andares, capacidade e velocidade dos elevadores”, conta Guisoli.

Assim, fica a dúvida sobre qual é a melhor solução: modernizar ou substituir o equipamento. Para se decidir, é preciso que seja feita uma avaliação por uma empresa de consultoria independente, especializada em transporte vertical por elevadores, com orienta Guisoli. “Se o custo de modernização for superior a 70% de um novo, é prudente avaliar a possibilidade de troca total do equipamento”, informa.

Gastos

Para se calcular o custo de um elevador, é imprescindível levar em consideração algumas variáveis, conforme o engenheiro. “Número de andares do prédio, capacidade de transporte, seu desempenho (por exemplo, velocidade), tipo de acabamento e os opcionais (como ventilador).”

A fim de apresentar uma estimativa de valor, Guisoli cita o custo de um elevador para um prédio de quatro pavimentos (com pé direito convencional), com capacidade para oito passageiros ou 600 quilos, dimensões internas úteis da cabina de 1,10 metro de largura por 1,40 metro de profundidade (projetado para a acessibilidade do cadeirante com um acompanhante). “Está custando, em média, entre R$ 80 mil e R$ 90 mil, dependendo da empresa fabricante e dos acessórios especificados.”

Fonte: Lugar Certo