Conheça os principais erros de decoração em ambientes pequenos e evite-os

ERRO Nº 1: NÃO FAZER ESCOLHAS BEM PENSADAS E NÃO PLANEJAR. Seja o ambiente pequeno ou grande, antes de decorá-lo, é essencial ter em mente quais as suas necessidades para aquele espaço e como supri-las, para que o cômodo seja aproveitado da melhor forma possível. E quando a metragem é restrita, sem escolhas e planejamento, o risco do ambiente virar um depósito de ideias desconexas é ainda maior. Por isso, na hora de (re)paginá-lo, uma solução é focar na funcionalidade, em especial, ao definir os móveis. “Por exemplo, não adianta ter uma mesa de jantar para seis pessoas se você raramente irá usá-la. Prefira uma mais adequada a sua realidade”, explica a arquiteta Maria Helena Torres

ERRO Nº 2: NÃO MEDIR O ESPAÇO DISPONÍVEL. De acordo com a arquiteta Elaine Carvalho, com frequência esse importante detalhe é esquecido até a hora da entrega dos móveis. Nesse momento a esperança se esvai e verifica-se que eles são, sem dúvida, incompatíveis com o espaço disponível. Antes de comprar o mobiliário para qualquer ambiente, especialmente os pequenos, o ideal é fazer uma planta baixa e verificar qual a medida máxima para peça a ser adquirida, considerando o local onde será colocada, eventuais folgas para facilitar a limpeza e o manuseio e as áreas de circulação. Em espaços limitados, adquirir mobiliário planejado sob medida é uma ótima solução, outra alternativa são as peças multiuso e/ou retráteis.

ERRO Nº 3: PREJUDICAR A ÁREA DE CIRCULAÇÃO. Intimamente ligado ao erro nº 2, o prejuízo das áreas de circulação se dá, de forma corriqueira, pelo uso de peças maiores do que o ambiente comporta. Outro fator é o acúmulo de móveis ou objetos, o que pode resultar em uma “área livre” complexa e com desvios. Para os espaços bem pequenos, a designer de interiores Julia Varaschin sugere a criação de uma linha para a circulação com, no mínimo, 60 centímetros de largura. Outra dica é sempre considerar o espaço para a abertura de portas e gavetas antes de mobiliar o cômodo. Evite também peças encostadas em paredes próximas ao fluxo de passagem, como entre duas portas ou na entrada de corredores.

ERRO Nº 4: COMPRAR OBJETOS PARA CASA POR IMPULSO. Quando a compra é feita por impulso, na maioria das vezes, o objeto não é necessário e, em alguns casos, sequer há espaço para colocá-lo. Na decoração dos cômodos com pouca metragem, sempre defina os itens complementares de decoração após a escolha do mobiliário básico. E lembre-se: quanto menos informação, mais leve fica o ambiente. Parece difícil, mas o exercício é simples: pense no seu dia a dia e nos seus hábitos e analise se o objeto pelo qual você se apaixonou é mesmo necessário. Se houver dúvida, não compre. “Muitas vezes até os eletrodomésticos são comprados por impulso e acabam sendo pouco utilizados, ocupando um espaço enorme na cozinha”, salienta a arquiteta Elaine Carvalho.

ERRO Nº 5: ABUSAR DE CORES FORTES E ESCURAS. Exagerar nas cores escuras em ambientes pequenos pode diminuir ainda mais a sensação de amplitude. No entanto, isso não significa que se deva abandonar os tons mais fortes ou mesmo o preto. É tudo uma questão de equilíbrio. Em cômodos reduzidos, o ideal é usar cores claras e neutras nos revestimentos e móveis mais extensos, como sofás. As tonalidades mais intensas podem ser aplicadas nos detalhes como almofadas, móveis menores e de apoio, objetos decorativos e mesmo em recortes pequenos nas paredes.

ERRO Nº 6: OBJETOS FORA DO LUGAR. Ambiente desorganizado, com objetos fora do lugar, provoca a sensação de que o local é ainda menor, tornando-o desconfortável e sufocante. Uma estratégia que ajuda a manter o espaço bem arrumado é ter baús, caixas e armários com gavetas para armazenar de tudo. As prateleiras que ficam expostas devem conter apenas o necessário e poucos itens decorativos. Nos quartos, as camas com gavetões são uma alternativa em prol da organização. Mas o mais importante é seguir a regra: usou, guardou!

ERRO Nº 7: USAR FORRO DE GESSO EM TODO AMBIENTE. Conforme indica a arquiteta Elaine Carvalho, os novos apartamentos tendem a ter pé-direito mais baixo e, nesse caso, o forro (rebaixo) de gesso não é aconselhável. Uma boa saída é pintar o teto e a parede da mesma cor, de preferência, clara. Essa solução ajuda a criar a impressão de que o ambiente não é tão pequeno assim. Por sua vez, a arquiteta Maria Helena Torres concorda que a colocação do forro de gesso em todo o espaço não é uma boa alternativa. Porém, ela afirma que é possível, por exemplo, em salas de estar e jantar integradas, rebaixar apenas uma área do cômodo (foto) para criar uma setorização agradável, sem causar o efeito “achatado”.

ERRO Nº 8: DIVIDIR NO LUGAR DE INTEGRAR. Em ambientes pequenos, criar divisórias pode causar um efeito de confinamento. Quando for necessário dar privacidade a um ponto dentro de um espaço reduzido, uma saída é usar portas de correr entre as áreas, como na foto. Desse modo, dependendo das circunstâncias, os ambientes podem ficar integrados ou não.

ERRO Nº 9: NÃO VALORIZAR A ILUMINAÇÃO. Ambientes pequenos e mal iluminados, seja por luz artificial ou natural, também causam a impressão de “aperto”. Caso o cômodo tenha uma boa janela e luminosidade natural abundante, evite bloqueá-la com cortinas pesadas. Opte por tecidos mais leves e de tons suaves. Por outro lado se a claridade natural é escassa, planeje pontos de luz bem distribuídos e superfícies que reflitam a luminosidade, como paredes claras. “A cor branca no revestimento é a mais eficiente”, indica a arquiteta Maria Helena Torres

ERRO Nº 10: USAR LUMINÁRIAS DE CHÃO SEM PLANEJAR. Para ambientes com pouco espaço, luminárias de chão muito volumosas podem se tornar empecilhos. O indicado é usar iluminação de teto ou arandelas e deixar a área livre para o mobiliário. No entanto, caso queira utilizar uma luminária de chão, escolha bem o local para posicioná-la a fim de que a peça complemente a iluminação e não sobrecarregue a decoração. Para isso, opte por modelos (foto) com bases delgadas e estruturas que se projetem sobre poltronas ou sofás.

Por Karine Serezuella, do UOL, em São Paulo