Conheça 12 erros que levam à desvalorização do imóvel e saiba como evitá-los

Não fazer manutenção preventiva

“Realizar manutenções periódicas no imóvel é fundamental para garantir o bom estado de conservação, segurança e, consequentemente, valorizar o patrimônio”, afirma a arquiteta Érica Salguero. Segundo ela, um erro grave dos proprietários é deixar de dar atenção para os componentes que não ficam aparentes, como é caso das instalações elétrica e hidráulica. Tal descuido pode ocasionar sobrecargas, curtos-circuitos e vazamentos que, por sua vez, tendem a causar danos ainda maiores. A recomendação é inspecionar tais sistemas, pelo menos, a cada dez anos.

Manutenção atrasada

A manutenção das esquadrias, portas e, especialmente, pisos e paredes é sempre importante. Eventuais manchas ocasionadas por vazamentos (além do problema em si) devem ser sanadas antes de colocar o imóvel à venda. Para que a residência seja bem avaliada, é fundamental que a pintura e os rejuntes estejam em bom estado. “Da mesma forma é importante assegurar que móveis embutidos estejam bem conservados, assim como a marmoraria”, recomenda a arquiteta Clélia Regina Angelo.

Mudanças drásticas na planta original

Para ser mais vendável, o imóvel deve ter o mesmo número de dormitórios e suítes indicados em sua planta original. Dessa forma, tende a atender a um público maior de compradores. “Quando se faz uma grande reforma e as características originais são muito modificadas, alguns ajustes podem não ser adequados às necessidades de um novo morador, que terá que reverter o que foi feito”, explica o arquiteto Marcelo Rosset.

Mudar para cozinha americana

Se você tem planos de vender sua casa ou apartamento, pense duas vezes antes de transformar sua cozinha tradicional em uma do tipo americana ou integrada. Segundo a arquiteta Érica Salguero, esse modelo funciona muito bem para quem não cozinha diariamente e tem uma família pequena, mas para uma rotina refeições intensa não é o modelo mais adequado.

Ar condicionado na varanda

Uma dica que ajuda tanto a valorizar o imóvel, quanto a despertar o interesse de possíveis compradores é criar um espaço técnico que mantenha “escondido” o equipamento de ar condicionado. “Em muitos edifícios vemos essas máquinas ocupando o terraço, utilizando parte dessa área que deveria se destinar apenas ao lazer, o que não é legal”, diz a arquiteta Érica Salguero.

Sem amplitude

Seja em casa ou no apartamento, a etapa de projeto é a melhor oportunidade para adotar medidas que valorizem o imóvel. Um exemplo diz respeito à altura do pé-direito. Um pé-direito muito baixo gera desconforto ao morador e vai requerer adaptações posteriores para que o espaço pareça maior e, muitas vezes, mais arejado. “O melhor é tentar manter o máximo de altura possível, para não desvalorizar a residência”, recomenda a arquiteta Cristina Barbara.

Sem luz, sem ventilação

Claridade, ventilação e a “face do imóvel” (para que direção determinados cômodos – ou a fachada principal – estão voltados) são pontos frequentemente considerados por compradores antes de fechar um negócio imobiliário. “Um imóvel muito gelado, que recebe pouca luz externa, geralmente, é preterido em relação a outras opções”, comenta a arquiteta Ana Paula Nonato, do escritório Dois A – Arquitetura e Interiores. “A falta de ventilação e luz natural prejudica bastante a avaliação de uma casa ou apartamento”, complementa Viviane Macedo, coordenadora de marketing do Imóvelweb, uma espécie de imobiliária online. Além disso, viver em uma casa com iluminação e ventilação deficientes gera uma série de desconfortos (por exemplo, o térmico) e demandas, como a instalação de equipamentos de ar condicionado ou ventiladores e uso diurno de iluminação artificial, com o consequente aumento do gasto energético.

Muita cor e muita personalidade

Quando há o interesse em vender o imóvel já decorado, é importante que o design de interiores seja prático, elegante e básico, utilizando preferencialmente móveis com linhas retas. Dessa forma o novo proprietário terá menos trabalho para personalizar a residência, utilizando apenas acessórios, adornos e cores pontualmente e de acordo com sua preferência. “Uma decoração personalizada, com cores muito vibrantes e características muito pessoais diminui o interesse de possíveis compradores”, afirma a arquiteta Ana Paula Nonato, sócia do escritório Dois A – Arquitetura e Interiores. Assim, aposte em uma casa “com a sua cara” se a ideia não for, posteriormente e a curto prazo, vendê-la.

Personalidade em excesso no acabamento

É recomendável pensar bastante antes de personalizar o imóvel em demasia. Azulejos e pisos, por exemplo, são itens muito observados, sobretudo nos casos em que o comprador não está disposto a gastar com uma reforma meramente estética. Pensando na venda, é bom apostar em tons neutros e mais tradicionais. “Azulejos pequenos com flores ou outras estampas já não estão tão em alta. Prefira um acabamento de qualidade e neutro, que agrade a maioria”, sugere Viviane Macedo, coordenadora de marketing do Imóvelweb. A mesma recomendação vale para vidros, esquadrias, portas, louças e metais sanitários.

Acabamento de segunda

Revestimentos, torneiras, janelas e portas valorizam o imóvel quando são de boa qualidade. “Por outro lado, maçanetas e misturadores emperrados ou que não funcionam perfeitamente podem fazer cair o valor da casa ou apartamento”, alerta a arquiteta Cristina Barbara. Pense da mesma maneira se deseja viver – e posteriormente vender – em uma residência com armários embutidos: faça os móveis com materiais de qualidade, mesmo porque, o mobiliário fixo é uma faca de dois gumes, podendo se tornar tanto um fator positivo, quanto negativo na avaliação do imóvel.

Sem planejamento, sem funcionalidade

” O partido arquitetônico da casa ou apartamento deve estar alinhado com as necessidades do morador e do mercado imobiliário”, diz a arquiteta Fernanda Lovisaro, sócia do escritório Lovisaro Arquitetura & Design. Assim, um imóvel com ambientes sem funcionalidade ou elementos que comprometam as tarefas do dia a dia, certamente terá sua avaliação prejudicada. Uma construção com um bom projeto sempre vale mais: ao planejar, pense nos diferentes usos e disposições que um ambiente pode ter. Viviane Macedo, coordenadora de marketing do Imóvelweb, explica que, por exemplo, dispor de interruptores e tomadas em lugares estratégicos e de fácil acesso é fundamental.

Área externa abandonada

Pintura desgastada, jardins sem manutenção, vidros e janelas trincados podem dar uma impressão negativa em relação à residência e, consequentemente, desvalorizá-la. “O ideal é que tudo isso seja revisto e cuidado antes de colocar a casa ou o apartamento à venda”, recomenda Viviane Macedo, coordenadora de marketing do Imóvelweb.

Fonte: UOL