Condomínios passam a ter espaços específicos para as mulheres

As áreas de lazer dos condomínios não foram pensadas para as mulheres. Quadra de futebol, sauna, salão de jogos e churrasqueira são ambientes tipicamente masculinos. Nos espaços infantis, talvez, as mulheres consigam reinar com seus filhos. Mas um local especialmente desenvolvido para o lazer e o bem estar das mulheres é algo raro.

Empreendimentos imobiliários novos, no entanto, estão nascendo com uma área tipicamente feminina, o chamado “espaço mulher”. Alguns empreendimentos antigos também estão destinando áreas, antes ociosas, para tal finalidade. São espaços graciosos, aconchegantes e úteis para a mulherada -com procedimentos estéticos, massagens, manicure e cabeleireiro.

Em tempos de trânsito caótico, violência urbana e rotina atribulada, o “espaço mulher” nos condomínios surge como uma solução inteligente e um tema que merece atenção dos engenheiros, arquitetos, síndicos e administradores. Se bem explorado e administrado, ainda pode gerar receita para o caixa do condomínio.

Todavia, colocar em operação esse benefício requer planejamento, sobretudo nas questões jurídicas. O ideal é terceirizar a exploração do espaço para empresas e profissionais do ramo, com contratos bem elaborados, de forma a minimizar riscos e passivos -até mesmo na área trabalhista.

Entre as medidas que devem ser tomadas na implantação do espaço mulher está a criação de uma comissão de moradores para estudar o assunto (em conjunto com o síndico), a aprovação de tudo em assembleia geral extraordinária e a elaboração de contratos específicos, com prazos, responsabilidades e obrigações definidas.

Também é importante contratar empresas e profissionais com formação técnica e exigir o uso de materiais e equipamentos de primeira linha e evitar a locação do espaço para não dificultar a troca dos prestadores de serviço, se necessário.

Os profissionais e os serviços prestados devem passar por avaliação e as questões de higiene, saúde e segurança precisam ser atendidas. E uma última dica: o “espaço mulher” deve ser de uso restrito das moradoras.

Fonte: Folha de S. Paulo