Condomínios investem na modernização de elevadores

Condomínios investem na modernização de elevadores

Mais do que um meio de transporte, é um dos primeiros ambientes frequentados por moradores e visitantes nos condomínios. O elevador, que varia em tamanho, design e funcionalidades, requer atenção por parte dos condôminos já que sua modernização pode valorizar o patrimônio. Sabendo disso, condomínios investem em upgrades. “Percebemos o impacto imediato da obra nas negociações de venda do imóvel aqui do condomínio. A parte estética conta muito”, explica a arquiteta e síndica Ana Maria Duarte, do Condomínio Solar de Bocaiúva, localizado no centro de Florianópolis.

Ana Maria Duarte, síndica do Condomínio Solar de Bocaiúva, em Florianópolis.

Ana Maria Duarte, síndica do Condomínio Solar de Bocaiúva, em Florianópolis.

Previamente aprovado em assembleia, uma obra de atualização de sistema e repaginação do design do elevador não é barata e, portanto, exige planejamento financeiro e uma boa negociação com a empresa que prestará o serviço. A recomendação é a de que o síndico vá visitar a empresa e conversar com os responsáveis pessoalmente. Além de uma pesquisa profunda observando o fator preço, a qualidade é prioridade dos condomínios para esse tipo de serviço, conforme relata Ana Maria Duarte: “Tomamos bastante cuidado para não descaracterizar a marca original do elevador. Demos preferências aos orçamentos que ofereciam as peças originais”. A síndica alerta para o fato de que há empresas que trabalham com peças genéricas que não favorecem o design e também afetam na funcionalidade.

Reforma

A necessidade de manutenção com mais frequência devido a falhas e problemas no elevador é o primeiro sinal que leva o condomínio a planejar o investimento. No condomínio Solar da Bocaiúva primeiramente foi feita a etapa de modernização da parte de sistema e em seguida o embelezamento. O número de chamados para reparo reduziu consideravelmente. “Com a troca do quadro de comandos, etapa mais onerosa da obra, percebemos que o número de manutenções devido a panes no sistema diminuiu”. Ana Maria observa que a modernização do sistema precisa vir acompanhada da reorganização da parte elétrica para que ambos sejam compatíveis.

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Na etapa de embelezamento a arquitetura do prédio foi respeitada. O novo design ficou em harmonia com as demais áreas comuns do condomínio. “O revestimento das cabines, que era de fórmica, foi substituído pelo aço inox escovado. Trocamos a iluminação com lâmpadas de led, estrutura adaptada a ventiladores e capa acolchoada para elevador de serviço”, conta a arquiteta.

Aprovação

No condomínio Antônio Apóstolo, o síndico Edyson Ayres de Liz conta que o maior desafio foi a etapa de aprovação da obra. “Ficamos 3 anos de reunião em reunião para aprovar a modernização dos nossos elevadores”, diz. E no fim, valeu a pena, pois, conforme relata o síndico, o tempo de pesquisa selecionou a melhor negociação para o condomínio. “Economizamos cerca de 40% em relação às prestadoras de serviço pesquisadas”, conta.

O condomínio Antônio Apóstolo reformou os dois elevadores – social e de serviço. Neste caso, enquanto um elevador ficava inativo para obras, o outro funcionava normalmente. “Na primeira etapa trocamos o sistema operacional. Na segunda forramos todo o elevador em aço escovado, foram alteradas o corrimão, portas que receberam puxador moderno, câmaras de segurança foram instaladas, e ventiladores. Os botões ficaram mais claros e, além de bonitos, aptos para leitura em braile” conta o síndico Edyson.

PAG-6-MANUTENCAONovas tecnologias

No condomínio Porto Seguro, o síndico Rulemar Pessoa Silva explica que o residencial passou recentemente por uma obra de modernização dos elevadores. “A nossa tecnologia já estava ultrapassada. Passamos 30 anos com o mesmo sistema. Uma vez a cada dois meses tínhamos ocorrência do elevador que parava com alguém dentro. Substituímos o eletromecânico pelo digital”. Em três meses de experimento do novo sistema, o síndico e condôminos estão na expectativa de redução no consumo de energia elétrica. “A empresa que nos prestou o serviço projetou economia. Ainda não conseguimos constatar esses indicadores. Estamos ainda em fase de adaptação”, diz.

Exceto a etapa de aprovação da obra por parte dos condomínios, a fase de execução costuma ser ágil. “Em três meses a troca dos sistemas dos dois elevadores e seus embelezamentos foram concluídos”, explica o sindico.

Por Kalyne Carvalho

Fonte: CondomínioSC