Condomínios ampliam serviços, que vão de faxina a voo de balão

Limpeza pós-obra, faxina, compartilhamento de carro e salto de para-quedas. Esses são alguns dos serviços incluídos na compra de um apartamento novo.

A aposentada Margarida Maria Metidieri Batista, 62, com o personal trainer Julio Cesar Vira Vegas, 35, em uma das aulas de educação física com valor incluso no condomínio

A maioria dos itens é ofertada no sistema “pay-per-use”, ou pague pelo uso. Por meio dele, o condômino contrata um serviço e o paga à parte. Outros estão incluídos na taxa de condomínio. Nesse caso, se o cliente não utilizá-los, desembolsará da mesma forma.

Com a expansão do número de apartamentos compactos de alto padrão lançados, o leque de serviços se amplia. Em alguns desses imóveis, que medem de 20 m² a 50 m² e cuja estrutura se assemelha à dos flats, itens como faxina fazem parte da taxa de condomínio.

Antes de fechar negócio, porém, o comprador deve ter certeza de que os serviços trarão comodidade. O cuidado deve ser redobrado se os eles estiverem incluídos na taxa condominial -nesse caso, o morador poderá ser cobrado por algo que não utilizará.
Levantamento da administradora Lello em 1.400 condomínios de São Paulo aponta que churrasqueira e salão de festas são os locais campeões de utilização. Chamarizes de vendas como “pet care” e ofurô, no entanto, são usados por menos de 10% dos condôminos.

Moradora de um edifício no Belenzinho (zona leste), a aposentada Margarida Batista, 62, frequenta as aulas na academia do prédio, serviço incluído na taxa de condomínio. Sobre os itens cobrados à parte, como manicure, Batista diz que custam o mesmo ou são um pouco mais baratos que os de fora do prédio.

Entre os lançamentos, a incorporadora Vitacon aposta no compartilhamento de carros e bicicletas no edifício VN Casa do Ator, lançado neste mês na Vila Olímpia (zona sul).

O BHD Brooklin (zona sul), da Brookfield, prevê mais de 20 opções de serviços -entre eles “experiências de lazer e aventura”, como salto de para-quedas e voo de balão.

Na maior parte dos casos, o cliente liga para a recepção, que reserva o serviço com uma empresa conveniada.

Já a Mac Construtora e Incorporadora lançou o pacote Facilities Home, no empreendimento Cosmopolitan High Garden, que prevê a higienização básica do imóvel.
Andrea Possi, diretora da Mac, diz que o condomínio custará em média R$ 500, incluída a arrumação.

Comprar um imóvel com muitos produtos, porém, não traz a garantia de  tê-los no futuro, já que o funcionamento do condomínio poderá ser  modificado em assembleia.

Ilustração Carolina Daffara/Editoria de Arte/Folhapress

Fonte: Folha de S. Paulo