Condomínio sem dengue

Condomínio sem dengue

Santa Catarina registrou um aumento de 40% no número de focos do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti, no último  ano.

Com a chegada do verão de 2015 muito chuvoso e com a confirmação de 40 casos de Dengue em sete cidades de Santa Catarina, o síndico deve ter atenção redobrada no combate à dengue dentro do condomínio.

O caso mais grave acontece em Itajaí com 32 casos confirmados pela Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) do município. Devido ao alto risco de a cidade estar com “epidemia de Dengue”, a  Prefeitura decretou situação de emergência.  Outras cidades como Florianópolis, São José, Balneário Camboriú e Balneário Barra do Sul, até então sem registros em 2015, agora apresentam casos de infecção pelo vírus.

Segundo a Dive o número de focos do mosquito é considerado muito grande no estado. De 608 casos em janeiro de 2014, passou para 1052 no mesmo período em 2015, em  49 cidades.

Prevenção

Condomínios possuem um ambiente favorável para o surgimento de focos da doença por causa da variedade de locais onde o mosquito transmissor, Aedes Aegypti, pode se reproduzir. É estimado que 90% dos focos estejam não em ruas ou esgotos, mas em jardins ou residências – o que inclui também prédios.

As medidas de prevenção e combate requerem participação de todos os moradores. Veja abaixo dicas e cuidados necessários nas áreas comuns dos edifícios:

  •  Fure a parte de baixo dos pneus do playground. Nas garagens, evite o uso de pneus; há amortecedores de impacto apropriados, que dão uma aparência muito melhor às garagens.
  •  Ralos externos e canaletas de drenagens para água da chuvas: usar tela de nylon para proteção ou colocar sal semanalmente.
  •  Ralos internos de esgoto: colocar tampa abre-e-fecha ou tela de nylon (trama de um milímetro) ou, ainda, duas colheres de sopa de sal, no mínimo, semanalmente.
  • Lajes e marquises: manter o escoamento de água desobstruído e sem depressões que permitam acúmulo de água, eliminando eventuais poças após cada chuva.
  • Calhas: manter sempre limpas e sem pontos de acúmulo de água.
  • Fossos de elevador: verificar semanalmente se existe acúmulo de água, providenciando o escoamento por bombeamento.
  • Vasos sanitários sem uso diário: manter sempre tampados, acionando a descarga e semanalmente; caso não possuam tampa, vedar com saco plástico aderido com fita adesiva. Não sendo possível a vedação, acionar a válvula semanalmente, adicionando a seguir duas colheres de sopa de sal.
  • Caixas de descarga sem tampa e sem uso diário: tampar com filme plástico ou saco plástico aderido com fita adesiva.
  • Pratos e pingadeiras de vasos de plantas: substituir a água por areia grossa no prato ou pingadeira, até a borda.
  • Caixas d´água: mantê-las vedadas (sem frestas), providenciando a sua limpeza periodicamente.
  • Piscinas em período de uso: efetuar o tratamento adequado com cloro.
  • Piscinas sem uso freqüente: reduzir o máximo possível o volume de água e aplicar, semanalmente, cloro na dosagem adequada ao volume de água.
  • Recipientes descartáveis: acondicionar em sacos de lixo e disponibilizá-los para coleta rotineira da limpeza pública.
  • Bromélias: substitua por outro tipo de planta que não acumule água. Enquanto esta providência for adotada, regar abundantemente com mangueira sob pressão, duas vezes por semana.
  • Entulhos ou sobras de obras devem ser cobertos enquanto não têm a destinação adequada
  •  O síndico deve divulgar junto aos condôminos os problemas observados e as condutas a serem adotadas
  • O síndico também deve distribuir a todos os condôminos o material informativo de prevenção

Fonte: Sucen (Superintendência de Controle de Endemias de SP), CondomínioSC