Condomínio com estação de tratamento de água

Reutilização da água para limpeza de áreas comuns exigiu instalação de pequena estação de tratamento no subsolo

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A construtora Loft concluiu, em dezembro de 2010, a primeira torre do Residencial Ecovillagio, localizado no município de Aparecida de Goiânia (GO). Ao todo, serão três torres com 27 pavimentos cada, sendo quatro apartamentos por andar – dois com duas suítes e os outros dois com três suítes. O condomínio conta com piscina, playground e quadra poliesportiva, além de espaço no térreo com centro de conveniências com cinco lojas.
O empreendimento foi classificado como classe média econômica, segundo explica Gustavo Veras, engenheiro responsável pela obra. No entanto, ele afirma que houve a preocupação de oferecer serviços diferenciados para os moradores. “As piscinas são aquecidas por energia solar de placas fotovoltaicas localizadas acima da guarita”, conta. Além disso, há um espaço chamado Ducha Car, específico para lavagem de automóveis, e alimentado por água filtrada em pequena estação de tratamento instalada na parte inferior da torre.
Essa água tem duas origens distintas. Parte é proveniente dos lavatórios e chuveiros e, classificada como água cinza, passa por prumada específica. Parte é pluvial, captada no telhado. Desta, apenas uma fração é utilizada para a Ducha Car, pois 1/3 destina-se a poços de infiltração que, de acordo com Veras, recompõem os lençóis freáticos do terreno. Outra fração, aí sim, é direcionada à estação de água, que realiza o processo de filtragem, cloração e equalização e torna o líquido próprio para o consumo.
O custo para a implantação da estação, que ocupa espaço de 30 m2, foi de R$ 120 mil. “A água cinza desce para o subsolo, chegando à estação de tratamento, onde passa por filtragem por meio de processos aeróbico e anaeróbico a fim de deixá-la adequada ao uso na lavagem de áreas comuns e irrigação de jardins”, conta Veras. Ele conta, ainda, que a instalação da estação foi motivada também pela seca que acomete a região de Goiânia – incluindo o local em que o empreendimento está localizado – durante três a quatro meses todos os anos. Em contrapartida, a água dos lavatórios e dos chuveiros é perene, mesmo durante a seca. “Enquanto houver moradores no prédio, vai haver essa água, que é proveniente do próprio uso”, explica o engenheiro.

ACABAMENTOS E COLETA SELETIVA

O acabamento interno das unidades foi realizado com pintura lisa, com revestimento cerâmico nas paredes e pisos e gesso no teto. O orçamento desta etapa foi de R$ 627.864,79, o que representa participação de quase 3% no custo total. Já a pintura da fachada é texturizada hidrorrepelente e contempla os custos com revestimento externo, que teve participação orçamentária de 2,33%, resultando em quantia de aproximadamente R$ 500 mil.
O empreendimento ainda conta com serviço de coleta seletiva, com lixeiras específicas para cada tipo de resíduo localizadas nas áreas comuns e nos pavimentos. Para facilitar a saída desse lixo às estações de reciclagem, o prédio tem, no piso térreo, espaço para reservar o material coletado pelos condôminos com acesso direto à rua. Para a construção da primeira torre e implantação dos serviços citados, Veras conta que o valor demandado foi de exatamente 1/3 do valor total mostrado na tabela de custos, o que representa R$ 7,5 milhões.

Fonte: Portal  Sindico Profissional