Como agir para que o 13º salário não pese no bolso dos condôminos

Entre as várias contas mensais relacionadas à manutenção de uma moradia, a taxa condominial é dos um dos itens que mais pesa no bolso dos moradores. Para não ser surpreendido, é bom ficar atento às decisões administrativas e conhecer os fatores que compõem a taxa. Ela supre os gastos coletivos, como salários de funcionários e seus encargos sociais, despesas de manutenção do imóvel, energia, água e esgoto, entre outros.

No final do ano os gastos aumentam bastante, em função de 13° salário, férias, decoração de Natal e presentes para os colaboradores. Para evitarpagamento surpresas desagradáveis, o gerente regional de São Paulo da Auxiliadora Predial, Julio Herold, dá algumas dicas. A principal delas é fazer a previsão orçamentaria e dividir os custos em parcelas. “É uma despesa pode ser cobrada ao longo do ano todo, diluída em doze meses, e não apenas no mês de pagamento, porque nesse caso o condômino vai ficar sobrecarregado”, informa Herold.

  A previsão orçamentária deve ser apresentada e aprovada pelos condôminos na reunião de prestação e previsão de contas anual. É importante que a chamada extra parcelada seja com verba especifica, para ter a garantia de que o valor arrecadado será destinado para um único fim, estabelecido na previsão. O ideal, segundo Herold, é que o síndico preveja os custos e trabalhe com a modalidade de pagamento antecipado. “Em vez de esperar o gasto do mês e só então fazer o rateio, é melhor ter a previsão e fazer a divisão entre as unidades do condomínio para obter o montante para os pagamentos o quanto antes”, explica. O síndico e administrador que conhece o condomínio pode prever o que será gasto e não vai arrecadar menos do que o necessário. “Se o valor ficar um pouco acima do gasto real, não há problema, porque o restante ficará no caixa do condomínio e poderá ser usado para despesas extraordinárias”, comenta.

 Anualmente, o percentual de condomínios administrados pela Auxiliadora Predial que adotam a prática do parcelamento anual está aumentando. “Cabe a administradora propor junto ao síndico para que se faça a previsão orçamentária e se divida os valores em 12 meses. Essa forma tem diminuído o índice de inadimplência, que prejudica a saúde financeira do condomínio. Nos meses de novembro e dezembro muito moradores não conseguiam efetuar o pagamento da cota condominial, pois o valor era muito acima do que o praticado os meses anteriores em função dos gastos de final de ano. Com o parcelamento anual, fica mais fácil para os moradores se programarem e reservarem um valor mensal já previsto.

Uma boa previsão orçamentária facilita a gestão do síndico e não compromete o caixa do condomínio. Os moradores já saberão com antecedência o valor que irão pagar e o síndico poderá dar andamento nas manutenções, consertos e revisões que são necessários em um condomínio. “As benfeitorias devem ser realizadas frequentemente para que o imóvel continue valorizado”, diz Herold.

Fonte: Paranáshop