Bandido não tira férias

Nem bem o ano começou e já ocorreram três arrastões em prédios na cidade de São Paulo. Ladrões aproveitaram o período de festas para invadir e assaltar condomínios nos bairros da Pompeia, Morumbi e Itaim-Bibi. Nos três casos, os bandidos levaram, principalmente, joias. Sua ação foi facilitada porque os apartamentos estavam livres, com os moradores viajando.

bandidoEssas ocorrências interromperam um período de queda no número de arrastões na capital paulista. Segundo levantamento do Secovi-SP, em 2013 foram 12 casos e, em 2012, 19. Em 2004, chegamos a 45 arrastões. Naquele ano, o Sindicato firmou parceria com a Secretaria de Segurança Pública para coibir essas ações criminosas. O convênio foi reafirmado em 2011.

Desde então, várias medidas vêm sendo tomadas, como a criação da delegacia especializada na investigação de crimes em condomínios. Mas ainda falta, por parte dos próprios condôminos e das equipes que trabalham em prédios, uma visão clara da importância de redobrar a atenção em períodos como esse. Ao síndico, cabe a tarefa de ajudar na conscientização dos moradores para situações de risco. Também deve pedir ao zelador ou a outro funcionário habilitado que teste todos os sistemas de segurança e alarmes. Sempre que ocorre novo assalto, transparecem falhas que já deveriam estar superadas, como cercas elétricas desligadas ou câmeras de circuito interno de TV sem a gravação das fitas. Todo cuidado é pouco.

Já o morador tem de seguir as regras e orientações. Se for viajar, por exemplo, deve evitar deixar as chaves com pessoas estranhas. Mas, se de fato precisar que alguém de fora entre no seu apartamento durante sua ausência, é imprescindível que deixe autorização por escrito e faça a apresentação prévia da pessoa que frequentará o imóvel aos responsáveis pela segurança.

Outras medidas, como a implantação de bolsões de segurança, contribuem para deixar as residências menos vulneráveis. Há anos que defendemos essa ideia no Secovi-SP. É uma parceria entre condomínios vizinhos para a segurança integrada. Um condomínio monitora outros. A experiência foi bem-sucedida em outros estados e começa a funcionar com bastante êxito em alguns bairros de São Paulo.

Fonte: Secovi