Apelo sustentável foi de luxo à necessidade

Tempo de obra é 70% menor do que na alvenaria convencional. | Henry Milleo / Gazeta do Povo

Tempo de obra é 70% menor do que na alvenaria convencional.

 A adoção de soluções e tecnologias construtivas voltadas à sustentabilidade das residências deve se tornar mais frequente nas habitações populares de Curitiba. O presidente da Companhia de Habitação Popular (Cohab), Ubiraci Rodrigues, conta que em todos os projetos a companhia tem buscado alternativas para mudar a forma de tratar a energia, o lixo e a água. “Há alguns anos, a sustentabilidade era tratada como um artigo de luxo, um ‘plus’ que se agregava a determinados empreendimentos. Hoje, a falta de água e o custo da energia fazem com que ela seja discutida mais como uma necessidade”, pontua.

Um exemplo disso é o resultado alcançado com o Moradias Nilo. Rodrigues explica que a ideia inicial era a de fazer deste um projeto-teste de construção em wood frame. Como ele funcionou bem, no entanto, a intenção é adotá-lo como padrão, principalmente para intervenções em comunidades carentes.

“Queremos tornar as construções sustentáveis tanto na obra quanto no uso. As famílias que irão morar neste empreendimento, por exemplo, serão acompanhadas por uma equipe de assistentes sociais que irá instruí-las para a melhor utilização da tecnologia que foi colocada à disposição”, conta.

O presidente acrescenta que a Cohab também busca junto ao Ministério das Cidades a liberação para a expansão do sistema de aquecimento solar para o fotovoltaico – que permite a geração de energia pelo empreendimento – e para a construção de um “bairro sustentável”, com 5,2 mil unidades, no Campo de Santana. “Se o Ministério aprovar o projeto, devemos iniciar as tratativas para a contratação dessas unidades ainda neste ano”, afirma Rodrigues.

Fonte: Gazeta do Povo