Apareceu um animal morto na piscina, o que eu faço?

É muito comum, aparecer animais mortos nas piscinas, como sapos, ratos e cobras, principalmente em lugares de muita vegetação em volta. A primeira reação do responsável é esvaziar a piscina para evitar contaminação, e encher novamente com água nova. Esta atitude além de desnecessária e onerosa pode causar certos problemas estruturais à piscina.
A água da rede pública, que provêm de rios e barragens, antes de ser tratada, já teve todo o tipo de contaminante. O tratamento elimina estes contaminantes. Com a água da piscina acontece a mesma coisa. Havendo um animal morto ou qualquer outro tipo de contaminação orgânica, o animal deve ser retirado e ser aplicado uma superdosagem de cloro de 15g/m³.
Nesta concentração o cloro elimina qualquer contaminação, restabelecendo a condição segura e livre de contaminantes orgânicos. Mas, a piscina só pode ser liberada para uso quando a concentração de cloro baixar para menos de 3 ppm, o que pode levar um ou mais dias, o que evita a contaminação química, quando o cloro está acima de 3ppm.
Os problemas estruturais, como trincas e rachaduras podem ocorrer, porque quando a piscina está cheia e principalmente em piscinas abaixo do nível do solo (enterradas), a água forma uma pressão nas paredes internas e o solo em volta forma uma contra pressão. Ela vazia deixa de existir a pressão interna e a contrapressão do solo, força a parede externa, podendo causar as trincas ou rachaduras.
As piscinas de fibra de vidro são as mais críticas em situações como esta, e nunca deverão ser esvaziadas abruptamente. Como as paredes são muito finas, existe um frágil equilíbrio entre a pressão interna e externa nas paredes.

Piscinas de fibra de vidro nunca devem ser esvaziadas


Certa vez, recebi no final da tarde, ligação de um síndico de um condomínio, informando que tinha um rato morto na piscina, que era de fibra de vidro, e qual seriam os procedimentos. Indiquei a supercloração, mas por pressão dos moradores, o síndico resolveu por conta própria esvaziar a piscina. No outro dia quando cheguei, a piscina estava rachada no fundo, de uma ponta a outra, prejuízo total.
As piscinas de alvenaria também apresentam esta situação em menor grau, porque as paredes são mais resistentes do que as de fibra. Nas piscinas de concreto este tipo de ocorrência é muito raro, mas possível de acontecer.
Fonte: Revista Cadê o Síndico?