Água estagnada merece análise

Em prédios de cidades litorâneas e que recebem a maior parte dos condôminos no verão, ocorre da água ficar parada por muito tempo nas cisternas e caixas da água, já que o consumo é elevado em cerca de três meses e caí consideravelmente no restante do ano. No período em que o líquido fica estagnado, o nível de cloro pode baixar rapidamente. Para evitar problemas, a Vigilância Sanitária de Balneário Camboriú recomenda que se faça a limpeza dos reservatórios antes da temporada.água estagnada

Outra sugestão é a realização da análise da água para verificar se os níveis de cloro estão de acordo com a legislação. A portaria 518/04 da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determina que a água tenha níveis residuais de cloro entre 0,2 mg/l e 2 mg/l, a turbidez não pode ultrapassar 5 UT, e o PH deve ser entre de 6 a 9,5. Coliformes totais têm que ser ausentes. Segundo a bioquímica da Vigilância Lia Ritzmann, os condomínios podem solicitar a análise no próprio setor do município.

Ela lembra que a vedação da cisterna e caixa da água é outro fator indispensável para garantir a proteção. O bioquímico da Casan, Luis Carlos Gomes, diz que se o prédio estiver com a água armazenada de forma protegida, mesmo que esteja estagnada, a água é segura. Um fator que contribui para minimizar a segurança no reservatório é que geralmente as cisternas ficam ao nível do solo, “o certo seria estar acima. Tem vezes que a qualidade está reduzida devido ao posicionamento delas”, agrega.

Para ter certeza da qualidade, o funcionário da concessionária também aconselha que, antes de aumentar o fluxo de condôminos no edifício, se faça a análise da água, principalmente bacteriológica. “Pode contratar empresa ou profissional, químico ou bioquímico”, observa. Ele alerta que na atual conjuntura, não podemos nos dar o luxo de descartar água, no caso de dúvidas na potabilidade. Por isso, é inviável “simplesmente esvaziar e encher com água nova. O caminho é desperdiçar o mínimo”, destaca. Gomes explica que, se a água estiver com problemas bacteriológicos, pode-se fazer um tratamento com cloro.

Filtros de entrada

Segundo a bioquímica da Vigilância Sanitária de Balneário Camboriú Lia Ritzmann, a rede pública de água não é algo estável, por isso quando a entidade faz a medição da qualidade do líquido são escolhidos pontos de coleta em várias regiões da cidade.

Muitas vezes o problema da potabilidade da água vem do próprio tratamento da concessionária. Em Florianópolis, no mês de setembro, análises feitas em pelo menos três pontos diferentes apontaram que a água distribuída estava com excesso de alumínio. A Casan informou que o problema foi causado pela danificação de dois filtros da estação de tratamento do Rio Cubatão, na cidade de Santo Amaro, responsável por abastecer parte da Capital. A concessionária prometeu consertar o equipamento até o final do ano.

Para garantir a segurança da água no condomínio, muitos prédios têm buscado instalar um filtro no cavalete de entrada do edifício. De acordo com o gerente financeiro da empresa representante dos Filtros Europa em Balneário Camboriú Francisco Menezes Dias, o equipamento serve para reter impurezas como ferrugem, lodo e limo. Desta forma, contribui para garantir maior vida útil aos componentes de máquinas de lavar roupas e lavar louças, resistências de chuveiros e torneiras elétricas, diminuir a necessidade de manutenção em reservatórios, maior confiabilidade ao lavar os alimentos e até mesmo ajuda a deixar as roupas mais brancas. A CMC, distribuidora da linha Europa na Grande Florianópolis, observa que os sistemas de purificação empregados pela marca são indicados para água previamente tratada e utilizam a tecnologia Hollow Fibre, fibra oca, que não deixa passar bactérias por possuir mais de 400 bilhões de microfuros com 0,3 mícron.

Fonte: CondomínioSC