Acesso biométrico

Usar a tecnologia para aumentar a segurança é o objetivo de muitos condomínios, mas antes de investir é importante verificar como funciona

Para driblar tentativas de assalto e aumentar a segurança, tecnologias antes direcionadas a empreendimentos comerciais começam a se popularizar em condomínios residenciais, principalmente o controle de acesso por biometria, ou medição biológica. Em outras palavras, se trata do uso de alguma parte do corpo como senha.

O condomínio Celebration, em São Paulo, trocou o sistema automatizado de senha pela biometria há pouco mais de oito meses. A troca, além de trazer mais segurança, também agilizou a entrada e saída dos moradores.

O que é preciso para ter biometria? – Para Gilberto Monteiro, da Troad Tecnologia, o controle de acesso biométrico geralmente demanda um estudo prévio para definir quantos equipamentos serão necessários para dar suporte a todos os locais.

“Após a definição de quantos equipamentos serão necessários, o próximo passo é encontrar uma empresa que forneça os equipamentos e que dê o devido treinamento de uso e a garantia daquilo que foi acordado.”

O custo médio de instalação é contabilizado levando-se em conta quantos equipamentos serão usados. Gilberto estima que, para um condomínio que opte por utilizar apenas um equipamento, o valor fique entre R$ 3 mil e R$ 5 mil. O uso pode ser feito não apenas em portarias e garagens, mas também como acesso às áreas de lazer, tais como academias, espaço gourmet, saunas e sala de jogos.

Monteiro também alerta que a biometria pode apresentar falhas quando o uso for feito por crianças ou idosos, pois a digital – alternativa mais utilizada em biometria atualmente – pode não estar totalmente formada no caso de crianças abaixo dos 12 anos ou, ainda, a pele pode ser muito lisa em idosos. “Nos casos de funcionários das unidades ou do condomínio que utilizem materiais de limpeza corrosivos, o uso também é desaconselhado.”

A jornalista Janaina Gimael trabalhou em um prédio comercial onde a biometria era utilizada. “Era prático por um lado, mas também causava certa demora na entrada quando o equipamento não identificava a digital de primeira. Cheguei a ter que tirar e colocar o dedo umas quatro vezes até a porta abrir. Depois descobri que passando um pano no sensor de identificação já ajudava, talvez por muita gente estar usando.”

 Vale a pena?

  • Antes de comprar o equipamento, verifique quantas pessoas farão uso da tecnologia. Cada aparelho tem uma capacidade máxima de registro de digitais
  • Faça orçamento com várias empresas para ver qual oferece o serviço que mais se enquadra no perfil do empreendimento
  • Leve em conta que o sistema pode não reconhecer as digitais de crianças, idosos e até mesmo de alguns adultos
  • O ideal é que, havendo problemas, haja uma outra forma de identificação para oferecer acesso ou, ainda, que o recadastro da digital possa ser feito no prédio mesmo. A empresa pode oferecer treinamento ao síndico ou zelador, por exemplo

Fonte: iCondominial