A serviço dos condomínios

Administradoras são responsáveis por organizar departamentos financeiros, de recursos humanos e jurídico dos condomínios, além de inspecionar e cuidar da manutenção dos prédios

Mais do que conciliar conflitos entre moradores e coordenar assembleias, administrar um condomínio envolve rotinas muito mais trabalhosas.administradora Atualmente os empreendimentos são verdadeiras cidades e necessitam de um trabalho de assessoria que demanda conhecimento de profissionais habilitados em diferentes áreas. Neste contexto, muito diferente do trabalho realizado apenas por um síndico há alguns anos, entram em ação as empresas administradoras de condomínios que atualmente administram 70% dos empreendimentos de Maringá.

De acordo com o diretor do Secovi e proprietário de uma administradora de condomínios, Marcelo Liberati, o trabalho das administradoras inicia quando o prédio fica pronto. “Em Maringá, temos cinco grandes empresas que atuam nesse segmento. Só a minha empresa atende 140 empreendimentos imobiliários na cidade que concentra 1200 concomínios entre verticais e horizontais”, afirma Liberati.

Ele explica que as administradoras, quando são contratadas, assim que a obra fica pronta, trabalham na implantação do condomínio. “São responsáveis pela abertura do cnpj, realização da primeira assembleia, instituição do condomínio, além da eleição dos síndicos e conselheiros e abertura de contas bancárias. Também trabalhamos com o que chamamos de enxoval do condomínio, que é a compra de materiais e equipamentos necessários para o funcionamento do prédio”.

Quando a administradora é contratada no período em que o prédio já está em andamento, o trabalho é diferenciado. “Tiramos todas as certidões do condomínio para saber se ele está em dia com fornecedores e órgãos públicos, fazemos a revisão dos contratos e na maioria dos casos conseguimos descontos nos serviços. A redução nos gastos é quase três vezes maior do que o que é pago para a administradora”, garante o diretor, explicando que pelo fato da empresa prestar serviço a uma quantidade significativa de condomínios, o poder de negociação é muito maior do que de um síndico que briga sozinho pelo preço do consumo mensal de produtos ou serviços.

Supervisão

Além da administração geral do condomínio, foi criado também um serviço de supervisor do síndico. Alguns prédios solicitam o serviço completo da administradora, que oferece um síndico profissional e outros ainda preferem que o síndico seja um morador proprietário do imóvel. Para esse tipo de clientes, o trabalho de supervisão é o mais indicado.

Segundo Liberati, o supervisor faz a inspeção e manutenção do prédio, deixando para o síndico somente a responsabilidade das decisões finais. “Atuamos como um secretário do síndico, fazendo também toda a parte burocrática e jurídica do condomínio, bem como a organização financeira.

Síndico e supervisor em sintonia

Leonardo Fabian é síndico do condomínio Plaza Mayor em Maringá e contratou o serviço de supervisão de uma administradora de Maringá.

Ele conta que antes de implantar o novo formato administrativo, não estava conseguindo dar conta de toda a demanda do condomínio. “Percebi que os condôminos estavam insatisfeitos e os serviços não estavam sendo realizados como deveriam. Foi quando conversei com o proprietário da administradora e ele sugeriu o serviço de um supervisor. É um funcionário da empresa, que é responsável por toda a parte operacional do condomínio e me mantém informado sobre todas as necessidades dos moradores e funcionários”, explica.

Segundo Fabian, hoje o tempo que ele permanece atendendo o condomínio é muito menor e as rotinas funcionam melhor.

“Só para se ter uma ideia, esses dias o supervisor me ligou para avisar que uma câmera de segurança estava quebrada, já me passou os orçamentos por e-mail, eu respondi e ele contratou a empresa para realizar o serviço no mesmo dia. O trabalho está otimizado e os condôminos satisfeitos”.

Fonte: Diário de Maringá