8 dicas na hora de comprar um imóvel

1 – Antes de comprar

Procure ajuda de um especialista: Isso pode economizar tempo, evitar problemas desnecessários, como documentação irregular, e ajuda a realizar um negócio seguro.

Defina suas prioridades: Veja o quanto pretende gastar com a compra (quantia em dinheiro, necessidade de financiamento, disponibilidade do FGTS, carro ou outro imóvel que possa ser dado como parte do pagamento).

Pesquise: Conclua a compra do imóvel somente após visitar aproximadamente oito unidades junto à família. Além disso, veja o imóvel escolhido mais de uma vez, faça uma inspeção na casa e converse com os moradores.

Negocie: Não tenha vergonha de pechinchar. Faça propostas inteligentes. Se o pagamento for feito à vista, não feche negócio pelo primeiro valor ofertado.

Contrato: Ao fechar o negócio, revise todas as cláusulas contratuais e verifique a documentação do imóvel.

2 – Novo ou usado?

LANÇAMENTO

Avalie tudo, desde as obras de outros imóveis da construtora, até a marca dos materiais e equipamentos a serem utilizados.

Informe-se sobre o regime de construção. Se for empreitada, o preço é fechado, mas sujeito a reajustes; se for por administração, o valor efetivo será repassado aos adquirentes com um valor a título desta taxa.

Anote os dados de entrada, prestações intermediárias, índices e periodicidade de reajustes, entrega das chaves e projeção do valor da prestação com a aplicação de juros, no caso de financiamento.

Cheque se o projeto de incorporação foi aprovado pela prefeitura e registrado no Cartório de Registro de Imóveis competente.

USADO

Quanto mais velho, mais barato será o imóvel.

Observe o estado de conservação e calcule o custo da reforma.

Verifique a Certidão Vintenária, matrícula do imóvel, Habite-se e certidão de tributos imobiliários.

Pesquise o passado do imóvel nos cartórios de Registros de Imóveis e na prefeitura.

3 – Como pagar?Para facilitar a vida dos consumidores, o ZAP oferece em sua página na internet um serviço de simulação de financiamento, valor a financiar, taxa de juros e valor das parcelas. Lembre-se: se você tiver economias guardadas, os especialistas sugerem adquirir o imóvel à vista ou dar uma boa entrada. Neste caso, é possível conseguir um belo desconto. Pechinche!

Use o FGTS

O Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), depositado mensalmente pelas empresas aos funcionários com carteira assinada, pode ser usado para pagamento total ou parcial do imóvel.

Para obter o benefício, o interessado deve provar que trabalha há pelo menos três anos sob o regime do FGTS e não pode ser proprietário de outro imóvel.

A casa ou apartamento deve estar localizado no perímetro urbano, de preferência no município onde o comprador exerce sua ocupação principal, ou em uma cidade vizinha, na mesma região metropolitana, onde deve morar há pelo menos um ano. O valor do bem não pode ultrapassar R$ 500 mil.

Consórcio

A modalidade é ideal para os que planejam comprar um imóvel, mas não têm a necessidade imediata de adquirir o bem.

O adquirente decide o valor da Carta de Crédito, paga prestações sem juros, porém com uma taxa de administração embutida no valor da parcela.

A contemplação é feita por meio de sorteio ou lance. Também é permitido utilizar o FGTS na aquisição.

4 – FinanciamentoNa hora de financiar um imóvel, o banco e o cliente podem definir o tipo de tabela para estabelecer o valor da prestação. Existem duas tabelas mais utilizadas: tabela Price (Sistema Francês de Amortização) e tabela Sistema de Amortização Constante (SAC).

O consumidor deve analisar qual é a melhor forma de pagamento, levando em consideração seu orçamento mensal. A tabela Priceé caracterizada pela utilização de juros compostos e também pelo valor fixo da parcela. O valor da amortização é obtido subtraindo-se os juros da prestação.

Já a tabela SAC é caracterizada pela amortização constante do saldo devedor e também pelo valor decrescente da parcela. Neste caso, a prestação inicial é maior do que na tabela Price. Atualmente é a mais conhecida e utilizada.

5 – Documentos

IMÓVEL

Cópia da escritura e matrícula do imóvel (registrado em Cartório de Registro de Imóveis);

Certidão quinzenária (expedida pelo cartório);

Certidão negativa de ônus reais;

Registro de citação de ações reipersecutórias alienações expedida pelo cartório;

Certidão negativa de impostos expedida pela prefeitura ou cópia do carnê de imposto predial dos últimos cinco anos;

Cópia autenticada do IPTU do exercício acompanhado de parcelas pagas até a data do processo;

Averbação da construção junto ao CGI competente;

COMPRADOR

Cópia do RG e CPF. Se forem cônjuges, de ambos;

Se for assalariado: Carteira profissional e os três últimos comprovantes de renda;

Se for empresário: Contrato social da empresa em que é sócio, declaração do contador informando a retirada mensal com firma reconhecida, extratos bancários dos três últimos meses e renda através de aluguel deve ser comprovada pelo contrato de locação e escritura definitiva do imóvel;

Se for liberal: Cartas das empresas para as quais o comprador presta serviço informando rendimentos, declaração com firma conhecida do comprador informando seu ganho mensal e extratos bancários dos três últimos meses.

VENDEDOR

Pessoa física: Mesma relação solicitada aos compradores. Em caso de espólio e menores deve ser anexada a autorização para a venda do imóvel;

Pessoa jurídica: Cópia autenticada do contrato social ou estatuto social na Junta Comercial. Além disso, são necessárias cópias autenticadas dos seguintes documentos:

• Carta informando a data da última alteração contratual ou estatutária;
• Indicação dos representantes que assinarão o contrato;
• Certidão Negativa de Débito do INSS (CND);
• Certidão de Quitação de Tributos Federais;
• Documentos de Identificação: Identidade, CIC, Certidão de Casamento, etc.

6 – SegurançaEngana-se quem pensa que proteger o imóvel é caro. O valor do seguro residencial não ultrapassa 0,2% do valor da casa ou apartamento. Especialistas apontam que o preço é menor do que um seguro de automóvel, que pode representar até 10% do valor total da proteção de um carro.

Existem diversos tipos de cobertura, mas a principal, e a de maior valor de indenização, é a de incêndio. Adicionais, como roubo, podem entrar no plano principal, sendo que o valor do seguro é proporcional ao risco do imóvel. Isso significa que a proteção de uma casa é mais cara do que a de um apartamento.

Monitoração

Na comparação entre seguro e monitoração a dica dos especialistas é visitar a empresa e conversar com outros clientes que usaram o serviço. Usar sensores de movimento e de contato também é aconselhável.

Ao sair de casa…

• Ajuste o temporizador para algumas luzes se acenderem a noite.

• Avise vizinhos de confiança sobre sua ausência e deixe telefones de contato.

• Pesquise o preço de um vigilante e sugira a algum vizinho uma divisão de custo.

7 – Planeje sua mudança

Confira algumas dicas:

Os preços cobrados pelas empresas variam de acordo com o dia da semana. Na cidade de São Paulo, há descontos de até 10% para mudanças realizadas às segundas, terças e quartas-feiras.

Dá para economizar dinheiro escolhendo meses de pouca procura. Janeiro, fevereiro, julho e dezembro são mais caros por conta das férias escolares.

Para minimizar imprevistos, contrate o serviço com uma semana de antecedência, no caso de mudanças locais.

Distâncias maiores exigem maior prazo de planejamento.

Leia com atenção o contrato. Tenha conhecimento das limitações de responsabilidade da empresa de mudanças em caso de acidente ou quebra de objetos.

Procure transportar com você itens pequenos e de alto valor agregado, a menos que estejam contemplados no contrato.

Verifique os horários permitidos de mudança, no caso de condomínios, e a sinalização das ruas em que o caminhão terá de estacionar. Em algumas vias o trânsito de veículos grandes é limitado.

8 – ReformaAntes de fechar o serviço com um profissional, peça indicações o profissional, você terá mais confiança ao ter que deixá-lo sozinho no imóvel.

Prefira realizar a reforma com o imóvel vazio. Isso pode diminuir o tempo da obra e dá maior mobilidade para deixar as chaves com os prestadores de serviço.

Atenção para os prazos, que quase sempre são apenas uma previsão de quando os serviços serão finalizados e quase nunca são cumpridos.

Planeje, orce e pechinche o máximo que puder e sua paciência permitir. Isso é importantíssimo, pois as diferenças de valores são muito mais significativas do que você pode imaginar.

Divida a reforma em etapas e estabeleça uma ordem de urgência para o cumprimento de cada uma delas, principalmente se você depende das mesmas para se mudar.

Fique atento aos desperdícios. Restos de material podem ser transformados ou mesmo vendidos em leilões on-lines.

Deixe a escolha dos móveis por último, pois eles podem dificultar a obra e até mesmo serem danificados por ela.

Fonte: Revista Imóveis